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Opinião da Ne: 'Serpent & Dove (Serpent & Dove #1)' de Shelby Mahurin


Serpent and Dove é o primeiro de uma trilogia de fantasia que há mais de um ano que estava ansiosa para ler. A promessa de um bom romance com muita química, aventura e magia sempre foi para mim a receita perfeita.

Infelizmente até a meio não temos grandes acontecimentos. A química é muito pouca e acabei por ficar um pouco (muito) desiludida, já que estava à espera de algo do género do From Blood and Ash que tem perigo, aventura, mas no meio disso tudo tem um slow burn cheio de química e com surpresas finais.

Aqui também temos um slow burn quase indoseável, em que Reid é extremamente púdico e sempre super corado, o que para mim teve zero de atracção ou conexão. Por seu lado Lou é uma lufada de ar fresco e a única personagem (ok, Coco também) que anima a história e esta leitura. A dinâmica entre as duas amigas óptima!

Lou é aquela protagonista cheia de coragem e que sofre o livro todo, já para não falar no seu passado que nos vai sendo dado em pequenos flashbacks.

Gostei do conceito de magia de Shelby Mahurin em que leva o conceito de causa-efeito a outro nível. Também nos apresenta diferentes tipos de magia e bruxas (branca, vermelha, etc), a rivalidade entre elas e humanos, o que aumentou ainda mais o interesse nesta vertente.

Também gostei das descrições do humanos enfeitiçados, o que deu um toque mais dark à história mas anulando ainda mais o romance.

Em Serpent and Dove, ou traduzido A Serpente e a Pomba, temos uma espécie de Inquisição e muita religião, mas como a maior parte é contada pelo POV de Lou acabamos por ver aos olhos hereges (iguais aos meus) mesmo quando ela vai à missa.

Nos últimos 25% do livro acontece a maior parte da acção, o que finalmente me fez ficar entusiasmada com a leitura. De qualquer forma as mudanças de atitude de Reid acabam por ser muito abruptas, estando num momento super convencido que odiar e matar bruxas é lei e de repente decide que ama uma e não a quer matar - o que acaba por ser estranho e algo falso. Esta alteração era esperada mais no inicio e o romance partir daí, mas eles acabam por ser inimigos mais tempo do que me agradou. De qualquer forma, os acontecimentos na catedral, na floresta, no castelo, são bons tal como todos os segredos que nos vão sendo revelados, a ligação entre personagens inesperadas e as últimas reviravoltas na história.

Continuo a ter altas expectativas que o segundo será melhor e espero que a autora aproveite não só os protagonistas como as personagens secundárias.

Também gostei do facto de haver um vilão e muitos personagens de moral duvidosa. Gostei do duplo POV, acho que é sempre um ingrediente de sucesso garantido.

Coco é sem dúvida uma óptima personagem, tal como Ansel. O nome deste personagem dá-me vontade de ir rever o filme de Ansel e Gretel e acabo por os imaginar um pouco assim; tal como também me dá vontade de ir reler as cenas da Manon da saga Trono de Vidro.

No geral, é um bom romance fantástico, mas a espera e as expectativas foi longa e altas, respectivamente. Além disso comecei a ler em inglês e depois intercalei com brasileiro, o que pode ter contribuído para quebrar aquela ligação inicial que depois faz com que não largue, mas agora chego à conclusão que foi mesmo a história e o romance que não resultaram para mim. Prefiro protagonistas fortes e seguros de si.

Gostei mas estava à espera de mais. Culpo principalmente Reid que é demasiado dependente, com fraca personalidade, ruivo, e passa-lhe despercebida muita coisa (QI baixo?). A química é zero no inicio e de repente temos ali um capítulo que ela aparece e depois outro mais picante. E depois já estão apaixonados loucamente. Sei que me estou a repetir, mas este primeiro volume não foi nada do que estava à espera. Vou ver se o próximo melhora.

Juntos como um só, para amar, honrar ou queimar. Pássaro e serpente é o primeiro livro de uma trilogia deslumbrante que une bruxaria, fantasia, perigos e um amor proibido. A pré-venda acompanha um lindo pingente de serpente e um marcador de páginas. Há dois anos, Louise le Blanc precisou fugir de seu clã e se escondeu na cidade de Cesarina, deixando para trás toda a magia e vivendo de tudo que pudesse roubar. No entanto, a cidade é cheia de perigos e mistérios para alguém como ela. Na região, caçadores da Igreja caminham pela cidade, venerados como verdadeiros homens santos. E o arcebispo, o rigoroso patriarca da Igreja, parece ser violento. Lá, bruxas como Lou são temidas, caçadas... e, então, queimadas.

Reid Diggory vive sua vida com base em um versículo: não permitirás que uma bruxa viva. Fanático caçador de bruxas para a igreja, Reid dedicou toda sua vida erradicando o ocultismo e fazendo com que o arcebispo da cidade, seu pai, ficasse orgulhoso de suas ações. Mas quando chega o momento e a oportunidade de capturar uma bruxa, um ladrão o engana e seu alvo consegue escapar. Com a intenção de levá-la a julgamento, Reid acredita que ela não escapará novamente. Mas quando Lou dá um golpe perverso e o engana outra vez, em um escândalo público, os dois são forçados a uma situação inimaginável: o casamento. O casamento com um caçador poderia proporcionar uma proteção verdadeira às bruxas – se Lou conseguisse convencê-lo de que não é uma. No entanto, à medida que o tempo passa, seu segredo se torna cada vez mais difícil de ser mantido escondido. Apesar do perigo que Reid representa à sua sobrevivência, complexos sentimentos de Lou por Reid começam, lentamente, a nascer.

Incapaz de mudar o que realmente é, Lou precisará fazer uma escolha.

Opinião da Ne: "Serpent & Dove (Serpent & Dove #1)" de Shelby Mahurin


Serpent and Dove é o primeiro de uma trilogia de fantasia que há mais de um ano que estava ansiosa para ler. A promessa de um bom romance com muita química, aventura e magia sempre foi para mim a receita perfeita.

Infelizmente até a meio não temos grandes acontecimentos. A química é muito pouca e acabei por ficar um pouco (muito) desiludida, já que estava à espera de algo do género do From Blood and Ash que tem perigo, aventura, mas no meio disso tudo tem um slow burn cheio de química e com surpresas finais.

Aqui também temos um slow burn quase indoseável, em que Reid é extremamente púdico e sempre super corado, o que para mim teve zero de atracção ou conexão. Por seu lado Lou é uma lufada de ar fresco e a única personagem (ok, Coco também) que anima a história e esta leitura. A dinâmica entre as duas amigas óptima!

Lou é aquela protagonista cheia de coragem e que sofre o livro todo, já para não falar no seu passado que nos vai sendo dado em pequenos flashbacks.

Gostei do conceito de magia de Shelby Mahurin em que leva o conceito de causa-efeito a outro nível. Também nos apresenta diferentes tipos de magia e bruxas (branca, vermelha, etc), a rivalidade entre elas e humanos, o que aumentou ainda mais o interesse nesta vertente.

Também gostei das descrições do humanos enfeitiçados, o que deu um toque mais dark à história mas anulando ainda mais o romance.

Em Serpent and Dove, ou traduzido A Serpente e a Pomba, temos uma espécie de Inquisição e muita religião, mas como a maior parte é contada pelo POV de Lou acabamos por ver aos olhos hereges (iguais aos meus) mesmo quando ela vai à missa.

Nos últimos 25% do livro acontece a maior parte da acção, o que finalmente me fez ficar entusiasmada com a leitura. De qualquer forma as mudanças de atitude de Reid acabam por ser muito abruptas, estando num momento super convencido que odiar e matar bruxas é lei e de repente decide que ama uma e não a quer matar - o que acaba por ser estranho e algo falso. Esta alteração era esperada mais no inicio e o romance partir daí, mas eles acabam por ser inimigos mais tempo do que me agradou. De qualquer forma, os acontecimentos na catedral, na floresta, no castelo, são bons tal como todos os segredos que nos vão sendo revelados, a ligação entre personagens inesperadas e as últimas reviravoltas na história.

Continuo a ter altas expectativas que o segundo será melhor e espero que a autora aproveite não só os protagonistas como as personagens secundárias.

Também gostei do facto de haver um vilão e muitos personagens de moral duvidosa. Gostei do duplo POV, acho que é sempre um ingrediente de sucesso garantido.

Coco é sem dúvida uma óptima personagem, tal como Ansel. O nome deste personagem dá-me vontade de ir rever o filme de Ansel e Gretel e acabo por os imaginar um pouco assim; tal como também me dá vontade de ir reler as cenas da Manon da saga Trono de Vidro.

No geral, é um bom romance fantástico, mas a espera e as expectativas foi longa e altas, respectivamente. Além disso comecei a ler em inglês e depois intercalei com brasileiro, o que pode ter contribuído para quebrar aquela ligação inicial que depois faz com que não largue, mas agora chego à conclusão que foi mesmo a história e o romance que não resultaram para mim. Prefiro protagonistas fortes e seguros de si.

Gostei mas estava à espera de mais. Culpo principalmente Reid que é demasiado dependente, com fraca personalidade, ruivo, e passa-lhe despercebida muita coisa (QI baixo?). A química é zero no inicio e de repente temos ali um capítulo que ela aparece e depois outro mais picante. E depois já estão apaixonados loucamente. Sei que me estou a repetir, mas este primeiro volume não foi nada do que estava à espera. Vou ver se o próximo melhora.

Juntos como um só, para amar, honrar ou queimar. Pássaro e serpente é o primeiro livro de uma trilogia deslumbrante que une bruxaria, fantasia, perigos e um amor proibido. A pré-venda acompanha um lindo pingente de serpente e um marcador de páginas. Há dois anos, Louise le Blanc precisou fugir de seu clã e se escondeu na cidade de Cesarina, deixando para trás toda a magia e vivendo de tudo que pudesse roubar. No entanto, a cidade é cheia de perigos e mistérios para alguém como ela. Na região, caçadores da Igreja caminham pela cidade, venerados como verdadeiros homens santos. E o arcebispo, o rigoroso patriarca da Igreja, parece ser violento. Lá, bruxas como Lou são temidas, caçadas... e, então, queimadas.

Reid Diggory vive sua vida com base em um versículo: não permitirás que uma bruxa viva. Fanático caçador de bruxas para a igreja, Reid dedicou toda sua vida erradicando o ocultismo e fazendo com que o arcebispo da cidade, seu pai, ficasse orgulhoso de suas ações. Mas quando chega o momento e a oportunidade de capturar uma bruxa, um ladrão o engana e seu alvo consegue escapar. Com a intenção de levá-la a julgamento, Reid acredita que ela não escapará novamente. Mas quando Lou dá um golpe perverso e o engana outra vez, em um escândalo público, os dois são forçados a uma situação inimaginável: o casamento. O casamento com um caçador poderia proporcionar uma proteção verdadeira às bruxas – se Lou conseguisse convencê-lo de que não é uma. No entanto, à medida que o tempo passa, seu segredo se torna cada vez mais difícil de ser mantido escondido. Apesar do perigo que Reid representa à sua sobrevivência, complexos sentimentos de Lou por Reid começam, lentamente, a nascer.

Incapaz de mudar o que realmente é, Lou precisará fazer uma escolha.

Opinião da Ne: 'Faked (Ward Sisters #2) de Karla Sorensen

 

Depois de Focused parti para a leitura do Faked. Pelo último capítulo já tinha a historia toda imaginada na minha cabeça, mas Karla Sorensen trocou-me as voltas e trocou-me o plot todo. Este segundo volume não foi nada do que estava à espera e quando percebi que não ia seguir a minha linha de acção comecei por ficar desiludida. De qualquer forma continuei e ainda bem.

Este segundo volume foi muito melhor que o primeiro, talvez porque inclui as personagens do primeiro e todo o ambiente familiar e de irmãs já é conhecido.

Adorei conhecer mais de Claire, que já aparecia no primeiro, e da sua gémea Lia. Revi Molly, apesar de pouco, e conhecemos melhor Finn e Bauer. Ora eu pensava que ia ser todo um romance de Claire com Finn, mas afinal não. 

Aqui vamos ter um típico romance com um bad boy que afinal não é nada disso. Bauer é um coração de ouro, mas que tem tido azares na vida. Durante Faked vamos assisti-lo a conquistar a nossa Claire, outra querida, e vai ter muito por onde batalhar. O que me chateou foi a típica reviravolta de quando um dos protagonistas acha que não merece o outro e passa-se dos carretos, se me permitem a expressão. Claro que isto tudo é para dar aquele drama a tudo, mas não deixa de ser clichê.

De qualquer forma, a leitura é feita de forma muito fluída, com certos dilemas relacionados com os respectivos irmãos e que nos cativam do inicio ao fim.

Se querem um romance leve e docinho que não te larga nas 250 páginas então aqui tens.

Tropes: Ele Primeiro, Fake Dating, Bad Boy/Good Girl, Slow Burn, One Bed,não a mereço.

Every action has a consequence, and Claire Ward knows it. And yet, even knowing that her decision to swap places with her identical twin sister, Lia, for a night could be disastrous, she still does it.
Why?
Because it will give her an evening with the man she’s been crushing on for years, Lia’s best friend, Finn.
Miss Straight A Student has thought through all the angles, and knows the risk is worth it. And everything would have been fine, if Finn had been the one to show up at her door.
But it wasn’t.
Bauer Davis— Finn’s half brother and his exact opposite in just about every definable category is the one waiting for her instead. A professional snowboarder, Bauer is covered in ink, full of attitude, and has a chip on his shoulder the size of Mt. Olympus. The kind of bad boy that Claire has never been attracted to before.
Now the good girl is with the wrong brother for a night, and when the consequence is that they have to pretend to be together for an event, it’s nothing she could have predicted. But maybe, just maybe, what makes Bauer so bad, is exactly what Claire needs.

 

Opinião da Ne: "Faked (Ward Sisters #2) de Karla Sorensen

 

Depois de Focused parti para a leitura do Faked. Pelo último capítulo já tinha a historia toda imaginada na minha cabeça, mas Karla Sorensen trocou-me as voltas e trocou-me o plot todo. Este segundo volume não foi nada do que estava à espera e quando percebi que não ia seguir a minha linha de acção comecei por ficar desiludida. De qualquer forma continuei e ainda bem.

Este segundo volume foi muito melhor que o primeiro, talvez porque inclui as personagens do primeiro e todo o ambiente familiar e de irmãs já é conhecido.

Adorei conhecer mais de Claire, que já aparecia no primeiro, e da sua gémea Lia. Revi Molly, apesar de pouco, e conhecemos melhor Finn e Bauer. Ora eu pensava que ia ser todo um romance de Claire com Finn, mas afinal não. 

Aqui vamos ter um típico romance com um bad boy que afinal não é nada disso. Bauer é um coração de ouro, mas que tem tido azares na vida. Durante Faked vamos assisti-lo a conquistar a nossa Claire, outra querida, e vai ter muito por onde batalhar. O que me chateou foi a típica reviravolta de quando um dos protagonistas acha que não merece o outro e passa-se dos carretos, se me permitem a expressão. Claro que isto tudo é para dar aquele drama a tudo, mas não deixa de ser clichê.

De qualquer forma, a leitura é feita de forma muito fluída, com certos dilemas relacionados com os respectivos irmãos e que nos cativam do inicio ao fim.

Se querem um romance leve e docinho que não te larga nas 250 páginas então aqui tens.

Tropes: Ele Primeiro, Fake Dating, Bad Boy/Good Girl, Slow Burn, One Bed,não a mereço.

Every action has a consequence, and Claire Ward knows it. And yet, even knowing that her decision to swap places with her identical twin sister, Lia, for a night could be disastrous, she still does it.
Why?
Because it will give her an evening with the man she’s been crushing on for years, Lia’s best friend, Finn.
Miss Straight A Student has thought through all the angles, and knows the risk is worth it. And everything would have been fine, if Finn had been the one to show up at her door.
But it wasn’t.
Bauer Davis— Finn’s half brother and his exact opposite in just about every definable category is the one waiting for her instead. A professional snowboarder, Bauer is covered in ink, full of attitude, and has a chip on his shoulder the size of Mt. Olympus. The kind of bad boy that Claire has never been attracted to before.
Now the good girl is with the wrong brother for a night, and when the consequence is that they have to pretend to be together for an event, it’s nothing she could have predicted. But maybe, just maybe, what makes Bauer so bad, is exactly what Claire needs.

 

Opinião da Ne: 'Sem Ti Não Há Verão (Summer #2)' de Jenny Han


No final do primeiro temos o inicio de uma cena com Belly e um dos rapazes - o tal não-fim; por isso quando peguei neste segundo estava à espera dessa continuação, mas apenas só a tive mais à frente. Começo já esta opinião a avisar-vos.

Mais uma vez Jenny Han investiu em muitos flashbacks do passado das crianças e não no presente e na idade mínima que me levou a pegar nesta trilogia.

Aqui no segundo volume temos melhorias, como o duplo POV, mas mesmo assim 90% sendo de Belly. Vamos ter mais acontecimentos, um pouco mais interessantes, mas mesmo assim ... a autora incluiu uma temática mais pesada que com a protagonista um ano mais velha vai tornar o livro menos juvenil.

Aqui o romance segue por uma linha bem diferente, mas com a escritora a promover mais esse personagem acabei por gostar da reviravolta. Mesmo assim, a história é aquilo e aquilo mesmo, com muitas lágrimas e muitos dramas da protagonista. Não digo que não era assim na idade dela, mas penso que se Jenny Han tivesse descrito uma personagem mais forte e menos hormonal teria cativado mais. Também temos mais Taylor (melhor amiga de Belly) que anima um pouco as coisas, mas acaba por trazer ao de cima ainda mais a insegurança da amiga. Esta última continua-se a contradizer-se imenso, mas os seus pensamentos e coração acabam por ser constantes e por isso o final deste livro, para mim, apesar de me agradar, vai ser algo falso. Principalmente depois de ter lido o terceiro e último volume.

Tal como no primeiro, as cenas entre amigos, as descrições dos ambientes de praia, piscinas, refeições, etc, são bem descritas, mas são muito rápidas e no fundo muito semelhantes. De qualquer forma, decidi ler o último sempre à espera de algo mais.

Opinião do primeiro: O Verão Em Que Me Apaixonei

TW: luto, oncologia.

Todos os anos, Belly costuma contar os dias que faltam para o verão, e só pensa em regressar à casa de praia para estar novamente com Conrad e Jeremiah. Contudo, a amizade que sempre uniu os três jovens parece estar a desmoronar-se e tudo parece diferente.
Até ao dia em que Jeremiah conta a Belly que Conrad desapareceu, e lhe pede ajuda para o encontrar. Belly fará de tudo para descobrir onde está o amigo. Mas isso só será possível se regressarem à casa de praia. Voltará tudo a ser como dantes ou estará esta amizade num ponto sem retorno?

Opinião da Ne: "Sem Ti Não Há Verão (Summer #2)" de Jenny Han


No final do primeiro temos o inicio de uma cena com Belly e um dos rapazes - o tal não-fim; por isso quando peguei neste segundo estava à espera dessa continuação, mas apenas só a tive mais à frente. Começo já esta opinião a avisar-vos.

Mais uma vez Jenny Han investiu em muitos flashbacks do passado das crianças e não no presente e na idade mínima que me levou a pegar nesta trilogia.

Aqui no segundo volume temos melhorias, como o duplo POV, mas mesmo assim 90% sendo de Belly. Vamos ter mais acontecimentos, um pouco mais interessantes, mas mesmo assim ... a autora incluiu uma temática mais pesada que com a protagonista um ano mais velha vai tornar o livro menos juvenil.

Aqui o romance segue por uma linha bem diferente, mas com a escritora a promover mais esse personagem acabei por gostar da reviravolta. Mesmo assim, a história é aquilo e aquilo mesmo, com muitas lágrimas e muitos dramas da protagonista. Não digo que não era assim na idade dela, mas penso que se Jenny Han tivesse descrito uma personagem mais forte e menos hormonal teria cativado mais. Também temos mais Taylor (melhor amiga de Belly) que anima um pouco as coisas, mas acaba por trazer ao de cima ainda mais a insegurança da amiga. Esta última continua-se a contradizer-se imenso, mas os seus pensamentos e coração acabam por ser constantes e por isso o final deste livro, para mim, apesar de me agradar, vai ser algo falso. Principalmente depois de ter lido o terceiro e último volume.

Tal como no primeiro, as cenas entre amigos, as descrições dos ambientes de praia, piscinas, refeições, etc, são bem descritas, mas são muito rápidas e no fundo muito semelhantes. De qualquer forma, decidi ler o último sempre à espera de algo mais.

Opinião do primeiro: O Verão Em Que Me Apaixonei

TW: luto, oncologia.

Todos os anos, Belly costuma contar os dias que faltam para o verão, e só pensa em regressar à casa de praia para estar novamente com Conrad e Jeremiah. Contudo, a amizade que sempre uniu os três jovens parece estar a desmoronar-se e tudo parece diferente.
Até ao dia em que Jeremiah conta a Belly que Conrad desapareceu, e lhe pede ajuda para o encontrar. Belly fará de tudo para descobrir onde está o amigo. Mas isso só será possível se regressarem à casa de praia. Voltará tudo a ser como dantes ou estará esta amizade num ponto sem retorno?

Opinião da Ne: 'O Verão Em Que Me Apaixonei (Summer #1)' de Jenny Han

 

O trailer sai: tem jovens, verão, trio amoroso. Também vi uma das adaptações da escritora e gostei por isso decidi parar tudo e pegar nesta trilogia antes que saia o filme. Peguei e não larguei, mas agora vocês perguntam: se foi assim tão viciante porque apenas deste três estrelas a este primeiro? Porque foi uma completa desilusão.

Apesar de ter muitas cenas rápidas e pouco desenvolvidas, tipo fomos ali comer um gelado, agora estamos na piscina, agora vamos a uma festa; Jenny Han coloca sempre a protagonista a reviver o passado, mais do que no presente. Havendo apenas um POV, o de Belly, e esta tendo 16 anos (no presente) mas revivendo as idades de 8, 9, 11 , 12 anos, acaba por ser um romance muito infantil. Jenny Han consegue contrabalançar com adultos muito presentes: Lauren (mãe de Belly e Steven), Savanah (mãe de Jeremiah e Conrad), e os respectivos pais. Mas bem resumido, apenas mostra uma jovem que se apaixona platonicamente por um dos seus amigos de sempre, que ainda por cima é quem a trata pior. Aliás nem trata, porque ele a ignora constantemente.

Mesmo sendo uma trilogia, o livro acaba por ser muito incompleto e não tem final.

Claro que torcemos sempre por um dos rapazes, mas no final de tudo não acontece grande desenlace entusiasmante.

Muitas birras, muitos choros, muito drama, mas romance é muito raro.

Segui para o segundo com expectativas sobre se nesse finalmente houvessem acontecimentos mais dignos de nota - vejam a próxima opinião.

Em relação ao filme, pela primeira vez, espero que adicionem alguma coisa do segundo livro ou algo mais entusiasmante. Em relação ao título escolhido pela Topseller é mentiroso. A tradução à letra do original teria sido melhor.

Desculpem a pobre opinião, mas também não há muito para comentar neste primeiro livro.

'Toda a minha vida era medida em verões. Como se não começasse efetivamente a viver enquanto não chegasse junho, até estar naquela praia, naquela casa.'
Tudo o que é bom e mágico acontece durante o verão, e é a sonhar com o verão que Belly, de 16 anos, passa os seus dias. Para ela, os invernos são insuportáveis e sinónimo de estar longe de Jeremiah e de Conrad, os rapazes que Belly conhece desde a sua primeira estadia na casa de praia. Eles são os seus quase-irmãos, os seus inseparáveis parceiros de aventuras.
Até que chega aquele verão — maravilhoso e ao mesmo tempo terrível — em que tudo muda. Estas poderão ser as últimas férias que passam todos juntos na casa de praia. Chegou o momento de perpetuar memórias, confessar paixões escondidas e, acima de tudo, é hora de, finalmente, Belly começar a obedecer ao seu coração.

Opinião da Ne: "O Verão Em Que Me Apaixonei (Summer #1)" de Jenny Han

 

O trailer sai: tem jovens, verão, trio amoroso. Também vi uma das adaptações da escritora e gostei por isso decidi parar tudo e pegar nesta trilogia antes que saia o filme. Peguei e não larguei, mas agora vocês perguntam: se foi assim tão viciante porque apenas deste três estrelas a este primeiro? Porque foi uma completa desilusão.

Apesar de ter muitas cenas rápidas e pouco desenvolvidas, tipo fomos ali comer um gelado, agora estamos na piscina, agora vamos a uma festa; Jenny Han coloca sempre a protagonista a reviver o passado, mais do que no presente. Havendo apenas um POV, o de Belly, e esta tendo 16 anos (no presente) mas revivendo as idades de 8, 9, 11 , 12 anos, acaba por ser um romance muito infantil. Jenny Han consegue contrabalançar com adultos muito presentes: Lauren (mãe de Belly e Steven), Savanah (mãe de Jeremiah e Conrad), e os respectivos pais. Mas bem resumido, apenas mostra uma jovem que se apaixona platonicamente por um dos seus amigos de sempre, que ainda por cima é quem a trata pior. Aliás nem trata, porque ele a ignora constantemente.

Mesmo sendo uma trilogia, o livro acaba por ser muito incompleto e não tem final.

Claro que torcemos sempre por um dos rapazes, mas no final de tudo não acontece grande desenlace entusiasmante.

Muitas birras, muitos choros, muito drama, mas romance é muito raro.

Segui para o segundo com expectativas sobre se nesse finalmente houvessem acontecimentos mais dignos de nota - vejam a próxima opinião.

Em relação ao filme, pela primeira vez, espero que adicionem alguma coisa do segundo livro ou algo mais entusiasmante. Em relação ao título escolhido pela Topseller é mentiroso. A tradução à letra do original teria sido melhor.

Desculpem a pobre opinião, mas também não há muito para comentar neste primeiro livro.

"Toda a minha vida era medida em verões. Como se não começasse efetivamente a viver enquanto não chegasse junho, até estar naquela praia, naquela casa."
Tudo o que é bom e mágico acontece durante o verão, e é a sonhar com o verão que Belly, de 16 anos, passa os seus dias. Para ela, os invernos são insuportáveis e sinónimo de estar longe de Jeremiah e de Conrad, os rapazes que Belly conhece desde a sua primeira estadia na casa de praia. Eles são os seus quase-irmãos, os seus inseparáveis parceiros de aventuras.
Até que chega aquele verão — maravilhoso e ao mesmo tempo terrível — em que tudo muda. Estas poderão ser as últimas férias que passam todos juntos na casa de praia. Chegou o momento de perpetuar memórias, confessar paixões escondidas e, acima de tudo, é hora de, finalmente, Belly começar a obedecer ao seu coração.

Opinião da Mafi: 'A Hipótese do Amor' de Ali Hazelwood

 


Se andam pelo tik tok ou pelo bookstagram ou até mesmo pelo Twitter, já devem ter visto este livro, que tem sido um dos romances mais populares dos últimos meses. Foi lançado só a meados de Setembro mas já tem mais de 200 mil avaliações no Goodreads.



O sucesso tão repentino do livro fez-me ficar intrigada e só depois descobri que é uma antiga fanfic de Star Wars. Essa franquia eu não acompanho portanto não sabia nada da origem desta história. Claro que agora publicado em livro normal  os nomes foram mudados mas sinceramente eu nem sei os nomes das personagens da série de 'A Guerra das Estrelas', portanto não tive qualquer dificuldade em entrar no livro como um romance normal.

O casal principal é formado por Olive, uma estudante de pós-graduação  e Adam, um professor da sua universidade. Ambos têm uma idade bem próxima portanto não pensem que é um romance proibido, muito pelo contrário é um romance cliché daqueles que os protagonistas fingem namorar por alguma razão que não vou revelar aqui se não conto tudo. 

O que me surpreendeu neste livro é que ele é realmente um livro simples sem muito drama, ou triângulo amoroso ou conversas desnecessárias que não acrescentam nada à leitura. Tem muitos capítulos e todos começam com uma hipótese remetendo para o nome do livro mas fiquei surpreendida quando a autora por vezes saltava vários dias na história e realmente não acrescenta palha nenhuma. Isto deve ser a maior qualidade que um autor pode ter, pois escrever um livro sem palha nenhuma é raro. 

Para além do romance entre o nosso casal (que obviamente passa de um romance falso para um verdadeiro) a autora vai picando em vários temas como o assédio sexual ou a pressão que alguns alunos vivem na universidade por parte dos orientadores na entrega de teses e trabalhos. Como aqui a área relatada é a Ciência, uma área ainda muito predominantemente masculina, achei estes assuntos bem interessantes. Obviamente que não são muito desenvolvidos mas acrescentam algum conteúdo ao romance fofo mas porém banal. 

Quanto ao casal principal adorei eles serem tão diferentes mas irem evoluindo ao longo do livro. O Adam torna-se mais simpático e a Olive fica mais segura de si mesma e do que quer.

Opinião da Mafi: "A Hipótese do Amor" de Ali Hazelwood

 


Se andam pelo tik tok ou pelo bookstagram ou até mesmo pelo Twitter, já devem ter visto este livro, que tem sido um dos romances mais populares dos últimos meses. Foi lançado só a meados de Setembro mas já tem mais de 200 mil avaliações no Goodreads.



O sucesso tão repentino do livro fez-me ficar intrigada e só depois descobri que é uma antiga fanfic de Star Wars. Essa franquia eu não acompanho portanto não sabia nada da origem desta história. Claro que agora publicado em livro normal  os nomes foram mudados mas sinceramente eu nem sei os nomes das personagens da série de "A Guerra das Estrelas", portanto não tive qualquer dificuldade em entrar no livro como um romance normal.

O casal principal é formado por Olive, uma estudante de pós-graduação  e Adam, um professor da sua universidade. Ambos têm uma idade bem próxima portanto não pensem que é um romance proibido, muito pelo contrário é um romance cliché daqueles que os protagonistas fingem namorar por alguma razão que não vou revelar aqui se não conto tudo. 

O que me surpreendeu neste livro é que ele é realmente um livro simples sem muito drama, ou triângulo amoroso ou conversas desnecessárias que não acrescentam nada à leitura. Tem muitos capítulos e todos começam com uma hipótese remetendo para o nome do livro mas fiquei surpreendida quando a autora por vezes saltava vários dias na história e realmente não acrescenta palha nenhuma. Isto deve ser a maior qualidade que um autor pode ter, pois escrever um livro sem palha nenhuma é raro. 

Para além do romance entre o nosso casal (que obviamente passa de um romance falso para um verdadeiro) a autora vai picando em vários temas como o assédio sexual ou a pressão que alguns alunos vivem na universidade por parte dos orientadores na entrega de teses e trabalhos. Como aqui a área relatada é a Ciência, uma área ainda muito predominantemente masculina, achei estes assuntos bem interessantes. Obviamente que não são muito desenvolvidos mas acrescentam algum conteúdo ao romance fofo mas porém banal. 

Quanto ao casal principal adorei eles serem tão diferentes mas irem evoluindo ao longo do livro. O Adam torna-se mais simpático e a Olive fica mais segura de si mesma e do que quer.

Opinião da Mafi : 'The Roughest Draft' de Emily Wibberley & Austin Siegemund-Broka



Com uma capa tão gira e uma sinopse que prometia um romance bem fofo, este era um dos livros mais antecipados por mim do início de 2022. 
Tenho de começar por dizer que os escritores são um casal na vida real e já escrevera bastantes livros juntos. Mas ao contrário de todos os outros que foram YA (apenas li um e até gostei) este é o primeiro livro de romance adulto desta dupla. 


Eles eram co-escritores de queridos literários até que encontraram um buraco na trama que virou suas vidas de cabeça para baixo.

Aqui vamos então conhecer Katrina e Nathan que há três anos atrás eram uma dupla de sucesso no mundo da literatura onde os seus livros estavam sempre no topo das listas de bestsellers. Mas mesmo no auge do maior sucesso, ambos decidiram acabar com a parceria em péssimas condições, por motivos que nenhum dos dois divulgou ao público. Apesar de desde aí não se falarem, a verdade é que ainda faltava um livro no contrato com a editora então vamos acompanhar a reunião destes dois escritores e é basicamente aqui que a nossa história começa. 

Com todos os ingredientes certos, este foi um livro que gostei imenso de ler. A começar pelo ponto de vista dos dois protagonistas, conseguimos perceber melhor as duas personagens e as suas razões para terem deixado de falar mas também vemos melhor como ainda há sentimentos mútuos. Gostei da Katrina apesar da história dela com o noivo ser um pouco cliché, ou seja o noivo ser como é retratado no livro só para enaltecer a personagem do Nathan. É giro ir tentando entender o motivo de eles se terem separado quando já sabemos que vão voltar a escrever juntos e toda a dinâmica de terem de escrever um novo livro em dupla foi muito gira. Acredito que esta parte seja muito verdadeira e parta mesmo da experiência dos autores a escrever como casal e por isso mesmo achei que funcionou muito bem. 

Claro que temos romance mas dessa parte não vou revelar nada para não ser spoiler mas tambem não é difícil suspeitar o que acontece sendo um livro romântico. 

Este já está a ser um dos livros mais falados deste ano no género romance e acredito que seria uma boa aposta para Portugal, se conseguirem ler em inglês é não quiserem esperar, é um livro que aconselho que nos passa várias mensagens mas deixa-nos felizes com o final. 




Opinião da Mafi : "The Roughest Draft" de Emily Wibberley & Austin Siegemund-Broka



Com uma capa tão gira e uma sinopse que prometia um romance bem fofo, este era um dos livros mais antecipados por mim do início de 2022. 
Tenho de começar por dizer que os escritores são um casal na vida real e já escrevera bastantes livros juntos. Mas ao contrário de todos os outros que foram YA (apenas li um e até gostei) este é o primeiro livro de romance adulto desta dupla. 


Eles eram co-escritores de queridos literários até que encontraram um buraco na trama que virou suas vidas de cabeça para baixo.

Aqui vamos então conhecer Katrina e Nathan que há três anos atrás eram uma dupla de sucesso no mundo da literatura onde os seus livros estavam sempre no topo das listas de bestsellers. Mas mesmo no auge do maior sucesso, ambos decidiram acabar com a parceria em péssimas condições, por motivos que nenhum dos dois divulgou ao público. Apesar de desde aí não se falarem, a verdade é que ainda faltava um livro no contrato com a editora então vamos acompanhar a reunião destes dois escritores e é basicamente aqui que a nossa história começa. 

Com todos os ingredientes certos, este foi um livro que gostei imenso de ler. A começar pelo ponto de vista dos dois protagonistas, conseguimos perceber melhor as duas personagens e as suas razões para terem deixado de falar mas também vemos melhor como ainda há sentimentos mútuos. Gostei da Katrina apesar da história dela com o noivo ser um pouco cliché, ou seja o noivo ser como é retratado no livro só para enaltecer a personagem do Nathan. É giro ir tentando entender o motivo de eles se terem separado quando já sabemos que vão voltar a escrever juntos e toda a dinâmica de terem de escrever um novo livro em dupla foi muito gira. Acredito que esta parte seja muito verdadeira e parta mesmo da experiência dos autores a escrever como casal e por isso mesmo achei que funcionou muito bem. 

Claro que temos romance mas dessa parte não vou revelar nada para não ser spoiler mas tambem não é difícil suspeitar o que acontece sendo um livro romântico. 

Este já está a ser um dos livros mais falados deste ano no género romance e acredito que seria uma boa aposta para Portugal, se conseguirem ler em inglês é não quiserem esperar, é um livro que aconselho que nos passa várias mensagens mas deixa-nos felizes com o final. 




Opinião da Ne: 'Duologia Rebelde' de Vi Keeland e Penelope Ward

Falemos então de mais dois livros destas duas autoras que eu gosto tanto. Neste caso acabei por ler em ebook mas depois gostei tanto que encomendei do Brasil a caixa com as assinaturas das autoras (imprimidas... enfim).

Comecemos pelo primeiro, o Herdeiro Rebelde. A primeira coisa que me vem à cabeça é que parece quase plagio do livro de Abbi Glines que já li bem mais que cinco vezes: Paixão Sem Limites (publicado em Portugal pela editora Saída de Emergência). Isto é triste de se dizer logo para começar e ainda por cima sobre estas autoras, mas a verdade é esta. Eu sei o livro de Abbi de cor por isso quando comecei a ler o primeiro desta duologia a sensação de déjà vù foi constante, do inicio ao fim. Por isso claro, o fim foi óbvio. Ainda por cima continuou para outro da mesma forma que o da Abbi.

Mas falando então da história de Rush (que é o nome do protagonista do Paixão sem Limites!!!!) e de Gia, é a típica relação de patrão e funcionária, lindos e maravilhosas, com atracção lá no topo mas que o senhor sexy tem que resistir porque tem problemas a resolver. Assim ele trata mal a coitada da rapariga para ver se se atraem menos. Quem não gosta de um bom cliché? Eu adoro e por isso adorei! Apesar do que disse ali em cima.

Aqui temos personagens secundários também muito interessantes que nos fazem sentir ainda mais emoções como a adoração (Melody) e o ódio (Edward e Elliott). Juntamente com Tony, este grupo completa o elenco desta história que nos vai acompanhar também no segundo livro.

Não há como não nos sentirmos atraídas por Rush, nem como não sentirmos empatia por Gia. Adoro o pai desta e adoro Melody a sua amiga.

Temos os vilões, mas temos também o loop de aproximação e afastamento do casal apaixonado. Outro cliché, mas se fosse logo fácil também não metia piada!

Talvez pela novidade ter passado, ou pelo desenlace ser o esperado mas de forma muito dramática e a meu ver exagerado, o segundo livro não fluiu tão bem. As semelhanças com a saga de Rosemary Beach continuaram e o loop referido na frase anterior também.

De qualquer forma, Rush e Gia continuam a ser um casal muito fofo e que por quem continuamos a torcer pelo seu final feliz. Gia é daquelas personagens que sofre o tempo todo, não por ser frágil, mas porque a vida não é boa para ela.

Apesar de ter feito uma pequena pausa entre livros, foi fácil retomar a leitura. O segundo volume serve apenas para dar uma conclusão à história, tal como adicionar um pouco mais de drama (como se já não fosse pouco). Também acabou por ser menos erótico, principalmente na segunda metade.

Continuamos a adorar e a odiar os personagens secundários que felizmente continuam presentes.

No final, identifiquei-me com várias cenas, principalmente com a maternidade e a tatuagem.

Se esta duologia um dia sair cá em Portugal, sugiro às editoras que metam tudo num só livro. É mais que suficiente - mas duvido que aconteça.

Como arrasar num grande verão nos Hamptons:
Alugar uma casa linda na praia. Feito. ✓
Arrumar um emprego num bar agitado de verão. Feito. ✓
Como estragar um grande verão nos Hamptons:
Apaixonar-se pelo único homem com jaqueta de couro preta, barba por fazer e olhos intensos que não combinam com o resto da multidão elegante. Um homem que você não pode ter quando for embora, no fim da temporada.
Feito. Feito. Feito.
Devo adicionar ― principalmente quando o homem é o deus sexy e tatuado do seu chefe.
Principalmente quando não apenas ele é dono do lugar em que trabalha, mas também herdou metade da cidade.
Principalmente quando ele é maldoso consigo. Ou era o que eu pensava.
Até certa noite, quando ele exigiu que eu entrasse no seu carro para ele me poder dar uma boleia para casa porque não queria que eu andasse no escuridão. Foi meio assim que tudo começou com Rush.
Então, pouco a pouco, algumas das paredes desse homem durão começaram a cair.
Nunca esperei que nós dois, aparentemente opostos por fora, ficaríamos tão próximos.
Não era para eu me apaixonar pelo herdeiro rebelde, principalmente quando ele deixou claro que não queria ultrapassar o limite comigo. Conforme a temperatura esfriava, as noites ficavam mais quentes. O meu verão se tornou bem mais interessante ― e complicado.
Todas as coisas boas chegam ao fim, certo?
Só que não tinha previsto o nosso final.

Opinião da Ne: "Duologia Rebelde" de Vi Keeland e Penelope Ward

Falemos então de mais dois livros destas duas autoras que eu gosto tanto. Neste caso acabei por ler em ebook mas depois gostei tanto que encomendei do Brasil a caixa com as assinaturas das autoras (imprimidas... enfim).

Comecemos pelo primeiro, o Herdeiro Rebelde. A primeira coisa que me vem à cabeça é que parece quase plagio do livro de Abbi Glines que já li bem mais que cinco vezes: Paixão Sem Limites (publicado em Portugal pela editora Saída de Emergência). Isto é triste de se dizer logo para começar e ainda por cima sobre estas autoras, mas a verdade é esta. Eu sei o livro de Abbi de cor por isso quando comecei a ler o primeiro desta duologia a sensação de déjà vù foi constante, do inicio ao fim. Por isso claro, o fim foi óbvio. Ainda por cima continuou para outro da mesma forma que o da Abbi.

Mas falando então da história de Rush (que é o nome do protagonista do Paixão sem Limites!!!!) e de Gia, é a típica relação de patrão e funcionária, lindos e maravilhosas, com atracção lá no topo mas que o senhor sexy tem que resistir porque tem problemas a resolver. Assim ele trata mal a coitada da rapariga para ver se se atraem menos. Quem não gosta de um bom cliché? Eu adoro e por isso adorei! Apesar do que disse ali em cima.

Aqui temos personagens secundários também muito interessantes que nos fazem sentir ainda mais emoções como a adoração (Melody) e o ódio (Edward e Elliott). Juntamente com Tony, este grupo completa o elenco desta história que nos vai acompanhar também no segundo livro.

Não há como não nos sentirmos atraídas por Rush, nem como não sentirmos empatia por Gia. Adoro o pai desta e adoro Melody a sua amiga.

Temos os vilões, mas temos também o loop de aproximação e afastamento do casal apaixonado. Outro cliché, mas se fosse logo fácil também não metia piada!

Talvez pela novidade ter passado, ou pelo desenlace ser o esperado mas de forma muito dramática e a meu ver exagerado, o segundo livro não fluiu tão bem. As semelhanças com a saga de Rosemary Beach continuaram e o loop referido na frase anterior também.

De qualquer forma, Rush e Gia continuam a ser um casal muito fofo e que por quem continuamos a torcer pelo seu final feliz. Gia é daquelas personagens que sofre o tempo todo, não por ser frágil, mas porque a vida não é boa para ela.

Apesar de ter feito uma pequena pausa entre livros, foi fácil retomar a leitura. O segundo volume serve apenas para dar uma conclusão à história, tal como adicionar um pouco mais de drama (como se já não fosse pouco). Também acabou por ser menos erótico, principalmente na segunda metade.

Continuamos a adorar e a odiar os personagens secundários que felizmente continuam presentes.

No final, identifiquei-me com várias cenas, principalmente com a maternidade e a tatuagem.

Se esta duologia um dia sair cá em Portugal, sugiro às editoras que metam tudo num só livro. É mais que suficiente - mas duvido que aconteça.

Como arrasar num grande verão nos Hamptons:
Alugar uma casa linda na praia. Feito. ✓
Arrumar um emprego num bar agitado de verão. Feito. ✓
Como estragar um grande verão nos Hamptons:
Apaixonar-se pelo único homem com jaqueta de couro preta, barba por fazer e olhos intensos que não combinam com o resto da multidão elegante. Um homem que você não pode ter quando for embora, no fim da temporada.
Feito. Feito. Feito.
Devo adicionar ― principalmente quando o homem é o deus sexy e tatuado do seu chefe.
Principalmente quando não apenas ele é dono do lugar em que trabalha, mas também herdou metade da cidade.
Principalmente quando ele é maldoso consigo. Ou era o que eu pensava.
Até certa noite, quando ele exigiu que eu entrasse no seu carro para ele me poder dar uma boleia para casa porque não queria que eu andasse no escuridão. Foi meio assim que tudo começou com Rush.
Então, pouco a pouco, algumas das paredes desse homem durão começaram a cair.
Nunca esperei que nós dois, aparentemente opostos por fora, ficaríamos tão próximos.
Não era para eu me apaixonar pelo herdeiro rebelde, principalmente quando ele deixou claro que não queria ultrapassar o limite comigo. Conforme a temperatura esfriava, as noites ficavam mais quentes. O meu verão se tornou bem mais interessante ― e complicado.
Todas as coisas boas chegam ao fim, certo?
Só que não tinha previsto o nosso final.

Opinião da Ne: 'The Cheat Sheet' de Sarah Adams

'- Podes parar de gritar? O tecto está prestes a desabar. E, a sério, Bree, este cheiro está a piorar. Pode ser mais que um guaxini morto.'

Mais um desvio das leituras programadas, mas que bom desvio! Eu que nem ando numa onda de young-adult mas adorei este de paixão. A Cat do @comamor.cat tinha toda a razão e ainda bem que peguei neste ebook e que nunca mais o larguei. É daqueles docinhos que comes e comes e nunca enjoas e ainda chegas ao final satisfeita mas com aquele buraquinho por preencher, porque queres mais daquela sensação tão boa.

Mais uma leitura com dois protagonistas perfeitos em todos os sentidos, que só não estão juntos por causa de mal-entendidos. Adoro e nunca resisto. Derrete-me sempre o coração.

Bree fez-me lembrar imenso da minha querida Paula do @manias_de_leitora, que é professora de ginástica (a protagonista é de ballet) de crianças, além de ser linda, cabelo castanho, super simpática e coração de ouro. Já Nathan não me fez lembrar ninguém em especial mas fez-me ter vontade de voltar aos meus 16 e conhecer alguém como ele. Iria ser uma paixão platónica, mas que iria valer a pena. Tenho que pensar assim para não me chamarem de pedófila ahahah.

É um romance muito divertido, muito romântico, com uma leitura de sensação de aperto no peito e que nos emocionamos com o quanto este casal merece estar junto.

Tem cenas razoáveis de erotismo, mas centra-se principalmente no amor e amizade deles os dois. Tem temáticas mais pesadas como ataques de pânico e problemas de auto-estima que completam ainda mais estas páginas. 

As minhas cenas preferidas, para além de eles os dois claro, foi a dinâmica de Nathan com a sua equipa e os seus amigos. A cena que dá nome ao título foi muito engraçada!

Ah, também notei aqui alguma inspiração naquela filme da Julia Roberts, Pretty Woman, mas sem a parte da prostituição. Leiam e digam se não concordam eheh.

Sarah Adams tem muitos mais e espero gostar tanto deles todos como deste. Já aqui tenho o The Match, o The Enemy, o The Off Limits Rule e o The Temporary Roomie, que são duas das três duologias que ela tem e que me parecem muito bem, já que as suas sinopses tudo indicam que são comédias românticas do género do The Cheat Sheet. Também acho que são perfeitos para ressacas literárias.

Hi, my name is Bree Camden, and I’m hopelessly in love with my best friend and star quarterback Nathan Donelson (so is half of America, judging by the tabloids and how much the guy dates). The first step is admitting, right? Except, I can never admit it to him because he clearly doesn’t see me that way, and the last thing I want is for things to get weird between us.
Nothing but good old-fashioned, no-touching-the-sexiest-man-alive, platonic friendship for us! Everything is exactly how I like it! Yes. Good. (I’m not crying, I’m just peeling an onion.)
Our friendship is going swimmingly until I accidentally spill my beans to a reporter over too much tequila, and now the world seems to think me and Nathan belong together. Oh, and did I mention we have to date publicly for three weeks until after the Super Bowl because we signed a contract with... oops, forgot I can’t tell anyone about that!
Bottom line is, now my best friend is smudging all the lines and acting very un-platonic, and I’m just trying to keep my body from bursting into flames every time he touches me.
How am I going to make it through three weeks of fake dating Nathan without anything changing between us? Especially when it almost-sort-a-kinda seems like he’s fighting for a completely different outcome?
Send help.
XO Bree

Opinião da Ne: "The Cheat Sheet" de Sarah Adams

"- Podes parar de gritar? O tecto está prestes a desabar. E, a sério, Bree, este cheiro está a piorar. Pode ser mais que um guaxini morto."

Mais um desvio das leituras programadas, mas que bom desvio! Eu que nem ando numa onda de young-adult mas adorei este de paixão. A Cat do @comamor.cat tinha toda a razão e ainda bem que peguei neste ebook e que nunca mais o larguei. É daqueles docinhos que comes e comes e nunca enjoas e ainda chegas ao final satisfeita mas com aquele buraquinho por preencher, porque queres mais daquela sensação tão boa.

Mais uma leitura com dois protagonistas perfeitos em todos os sentidos, que só não estão juntos por causa de mal-entendidos. Adoro e nunca resisto. Derrete-me sempre o coração.

Bree fez-me lembrar imenso da minha querida Paula do @manias_de_leitora, que é professora de ginástica (a protagonista é de ballet) de crianças, além de ser linda, cabelo castanho, super simpática e coração de ouro. Já Nathan não me fez lembrar ninguém em especial mas fez-me ter vontade de voltar aos meus 16 e conhecer alguém como ele. Iria ser uma paixão platónica, mas que iria valer a pena. Tenho que pensar assim para não me chamarem de pedófila ahahah.

É um romance muito divertido, muito romântico, com uma leitura de sensação de aperto no peito e que nos emocionamos com o quanto este casal merece estar junto.

Tem cenas razoáveis de erotismo, mas centra-se principalmente no amor e amizade deles os dois. Tem temáticas mais pesadas como ataques de pânico e problemas de auto-estima que completam ainda mais estas páginas. 

As minhas cenas preferidas, para além de eles os dois claro, foi a dinâmica de Nathan com a sua equipa e os seus amigos. A cena que dá nome ao título foi muito engraçada!

Ah, também notei aqui alguma inspiração naquela filme da Julia Roberts, Pretty Woman, mas sem a parte da prostituição. Leiam e digam se não concordam eheh.

Sarah Adams tem muitos mais e espero gostar tanto deles todos como deste. Já aqui tenho o The Match, o The Enemy, o The Off Limits Rule e o The Temporary Roomie, que são duas das três duologias que ela tem e que me parecem muito bem, já que as suas sinopses tudo indicam que são comédias românticas do género do The Cheat Sheet. Também acho que são perfeitos para ressacas literárias.

Hi, my name is Bree Camden, and I’m hopelessly in love with my best friend and star quarterback Nathan Donelson (so is half of America, judging by the tabloids and how much the guy dates). The first step is admitting, right? Except, I can never admit it to him because he clearly doesn’t see me that way, and the last thing I want is for things to get weird between us.
Nothing but good old-fashioned, no-touching-the-sexiest-man-alive, platonic friendship for us! Everything is exactly how I like it! Yes. Good. (I’m not crying, I’m just peeling an onion.)
Our friendship is going swimmingly until I accidentally spill my beans to a reporter over too much tequila, and now the world seems to think me and Nathan belong together. Oh, and did I mention we have to date publicly for three weeks until after the Super Bowl because we signed a contract with... oops, forgot I can’t tell anyone about that!
Bottom line is, now my best friend is smudging all the lines and acting very un-platonic, and I’m just trying to keep my body from bursting into flames every time he touches me.
How am I going to make it through three weeks of fake dating Nathan without anything changing between us? Especially when it almost-sort-a-kinda seems like he’s fighting for a completely different outcome?
Send help.
XO Bree

Opinião da Ne: 'A Paciente Silenciosa' de Alex Michaelides

 

Curiosamente dei-me conta que já há muito tempo que não lia nada de um escritor masculino. Habitualmente e inconscientemente leio apenas livros de autoras, mas Alex Michaelides, graças à leitura conjunta no Clube Mais que Ler (a última), fez a diferença nas minhas leituras de 2021.

No início estranhei um pouco o narrador. Penso que aquela introdução toda teve um pouco de texto a mais, apesar de se ter centrado em Alice -  a protagonista.

Acabei por achar todos os personagens com o seu quê de leitura, o que condiz com a temática e ambiente/cenário, mas no final conclui que é apenas a representação da vida e de pessoas normais.

A escrita é fluída e começamos a leitura pensando que será tudo sobre Alice e o que aconteceu, mas afinal A Paciente Silenciosa é sobre Theo, a sua vida, o seu trabalho, os seus amores e os seus não amores. Como é o narrador, acabei por não me aproximar muito e criar empatia já que ele relata tudo muito rápido, o que é óptimo para contrabalançar e 'vermos' a história.

Em relação a teorias, desde a sinopse que imaginamos vários vilões, vários fechos e conclusões. No meu caso comecei pela mais óbvia: que a Alice não matou o marido, mas também não foi suicídio assistido.

A meio da leitura mudei se opinião e percebi que já não sabia nada. O normal! O que me chateia neste género de livros é que por muita razão que tenha nas teorias, nunca a vou ter já que os autores acrescentam imensa coisa ao longo do livro, seja personagens seja acontecimentos. Não me venham cá com pistas! De qualquer forma continuei a gostar de Theo e gostei bastante de conhecer a sua profissão e no que consiste.

A cerca de 74% comecei a achar que Alice era mesmo louca, por várias razões que não posso dizer aqui por causa dos spoilers. Continuei a criar teorias e a ficar cada vez mais curiosa com o final. E, de facto, o final não me desiludiu mas também não me entusiasmou de forma a dar-lhe mais que três estrelas.

De qualquer forma, tem cenas muito boas e é um livro que nos agarra a ler. Recomendo a quem gosta do género.

Alice Berenson é uma pintora britânica, jovem e famosa, que vive numa casa sublime nos arredores de Londres com o marido, Gabriel, um conhecido fotógrafo de moda. A vida de ambos parece perfeita. Mas uma noite, quando ele chega a casa depois de uma sessão fotográfica, Alicia mata-o com cinco tiros. E nunca mais diz uma palavra.
A recusa de Alicia em falar e dar qualquer tipo de explicação sobre a tragédia, transforma-se num mistério que prende a imaginação da opinião pública, e confere a Alicia uma notoriedade sem precedentes. O preço dos seus trabalhos artísticos dispara e ela, a paciente silenciosa, é alvo de um mediatismo implacável. Para evitar isso, é conduzida para uma unidade forense de alta segurança no norte de Londres.
Theo Faber, um psicoterapeuta criminal, espera há muito pela oportunidade de trabalhar com Alicia. A sua determinação em convencê-la a falar e a desvendar as razões misteriosas que motivaram o assassínio do marido leva-o por um caminho tortuoso, numa busca pela verdade que ameaça consumi-lo...

Opinião da Ne: "A Paciente Silenciosa" de Alex Michaelides

 

Curiosamente dei-me conta que já há muito tempo que não lia nada de um escritor masculino. Habitualmente e inconscientemente leio apenas livros de autoras, mas Alex Michaelides, graças à leitura conjunta no Clube Mais que Ler (a última), fez a diferença nas minhas leituras de 2021.

No início estranhei um pouco o narrador. Penso que aquela introdução toda teve um pouco de texto a mais, apesar de se ter centrado em Alice -  a protagonista.

Acabei por achar todos os personagens com o seu quê de leitura, o que condiz com a temática e ambiente/cenário, mas no final conclui que é apenas a representação da vida e de pessoas normais.

A escrita é fluída e começamos a leitura pensando que será tudo sobre Alice e o que aconteceu, mas afinal A Paciente Silenciosa é sobre Theo, a sua vida, o seu trabalho, os seus amores e os seus não amores. Como é o narrador, acabei por não me aproximar muito e criar empatia já que ele relata tudo muito rápido, o que é óptimo para contrabalançar e "vermos" a história.

Em relação a teorias, desde a sinopse que imaginamos vários vilões, vários fechos e conclusões. No meu caso comecei pela mais óbvia: que a Alice não matou o marido, mas também não foi suicídio assistido.

A meio da leitura mudei se opinião e percebi que já não sabia nada. O normal! O que me chateia neste género de livros é que por muita razão que tenha nas teorias, nunca a vou ter já que os autores acrescentam imensa coisa ao longo do livro, seja personagens seja acontecimentos. Não me venham cá com pistas! De qualquer forma continuei a gostar de Theo e gostei bastante de conhecer a sua profissão e no que consiste.

A cerca de 74% comecei a achar que Alice era mesmo louca, por várias razões que não posso dizer aqui por causa dos spoilers. Continuei a criar teorias e a ficar cada vez mais curiosa com o final. E, de facto, o final não me desiludiu mas também não me entusiasmou de forma a dar-lhe mais que três estrelas.

De qualquer forma, tem cenas muito boas e é um livro que nos agarra a ler. Recomendo a quem gosta do género.

Alice Berenson é uma pintora britânica, jovem e famosa, que vive numa casa sublime nos arredores de Londres com o marido, Gabriel, um conhecido fotógrafo de moda. A vida de ambos parece perfeita. Mas uma noite, quando ele chega a casa depois de uma sessão fotográfica, Alicia mata-o com cinco tiros. E nunca mais diz uma palavra.
A recusa de Alicia em falar e dar qualquer tipo de explicação sobre a tragédia, transforma-se num mistério que prende a imaginação da opinião pública, e confere a Alicia uma notoriedade sem precedentes. O preço dos seus trabalhos artísticos dispara e ela, a paciente silenciosa, é alvo de um mediatismo implacável. Para evitar isso, é conduzida para uma unidade forense de alta segurança no norte de Londres.
Theo Faber, um psicoterapeuta criminal, espera há muito pela oportunidade de trabalhar com Alicia. A sua determinação em convencê-la a falar e a desvendar as razões misteriosas que motivaram o assassínio do marido leva-o por um caminho tortuoso, numa busca pela verdade que ameaça consumi-lo...

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