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A Sair do Forno: As Raparigas de Papel de Louise O'Neill

 



Sai dia 2 de Junho 

Quando as mulheres são criadas para o prazer dos homens, a beleza é o primeiro dever de cada rapariga.
Num mundo em que as raparigas já não nascem de forma natural, são criadas em escolas, treinadas nas artes de agradar aos homens até que estejam preparadas para o mundo exterior. Quando terminam a formação, as raparigas com a melhor pontuação tornam-se «companheiras», autorizadas a viver com um marido e a gerar filhos rapazes até que deixem de ser úteis.

Para as raparigas deixadas para trás, o futuro — como concubina ou professora — é sombrio.
As melhores amigas freida e isabel têm a certeza de que serão escolhidas como companheiras, até porque estão entre as melhores e mais bem avaliadas. Mas, à medida que a intensidade do último ano começa a aumentar, isabel faz o impensável e deixa de se preocupar com o aspeto físico até ficar… gorda. É neste ambiente feminino fechado, de tensão e competitividade, que chegam os rapazes, ansiosos por escolher uma noiva. E freida tem de lutar pelo futuro, mesmo que isso signifique trair a única amiga, o único amor que alguma vez conheceu.

Numa escrita compulsiva e mordaz, Louise O’Neill faz uma crítica à sociedade atual, onde a beleza se tornou uma obsessão e as raparigas são, desde muito novas, cada vez mais sexualizadas e julgadas pelo aspeto físico.

Este livro foi anteriormente publicado com o título As Filhas de Eva. 



A Sair do Forno: As Raparigas de Papel de Louise O'Neill

 



Sai dia 2 de Junho 

Quando as mulheres são criadas para o prazer dos homens, a beleza é o primeiro dever de cada rapariga.
Num mundo em que as raparigas já não nascem de forma natural, são criadas em escolas, treinadas nas artes de agradar aos homens até que estejam preparadas para o mundo exterior. Quando terminam a formação, as raparigas com a melhor pontuação tornam-se «companheiras», autorizadas a viver com um marido e a gerar filhos rapazes até que deixem de ser úteis.

Para as raparigas deixadas para trás, o futuro — como concubina ou professora — é sombrio.
As melhores amigas freida e isabel têm a certeza de que serão escolhidas como companheiras, até porque estão entre as melhores e mais bem avaliadas. Mas, à medida que a intensidade do último ano começa a aumentar, isabel faz o impensável e deixa de se preocupar com o aspeto físico até ficar… gorda. É neste ambiente feminino fechado, de tensão e competitividade, que chegam os rapazes, ansiosos por escolher uma noiva. E freida tem de lutar pelo futuro, mesmo que isso signifique trair a única amiga, o único amor que alguma vez conheceu.

Numa escrita compulsiva e mordaz, Louise O’Neill faz uma crítica à sociedade atual, onde a beleza se tornou uma obsessão e as raparigas são, desde muito novas, cada vez mais sexualizadas e julgadas pelo aspeto físico.

Este livro foi anteriormente publicado com o título As Filhas de Eva. 



Opinião da Ne: 'A Anos-Luz' de Carmen Garcia

Carmen Garcia é uma enfermeira e mãe de dois fofos que tem muito jeito para a escrita e, por isso, quando descobri que ela tinha escrito um livro de ficção fui a correr adquiri-lo (obrigada Ego Editora pela cedência do exemplar). Já tinha o livro Os 10 Mandamentos de uma Mãe Imperfeita mas o registo é totalmente diferente deste por isso as expectativas estavam em alta.

Ora A Anos-Luz é sem dúvida uma distopia de jovens adultos, e uma bastante actual, digamos assim. Temos então dois planetas, um príncipe e uma princesa, que se têm que casar para bem da saúde dos dois planetas e dos seus ocupantes. Cada um com a sua educação e claro completamente diferentes, por isso a sua união não é de amor... ao inicio.

Comecemos então a falar dos pormenores. Apesar da autora ter uma imaginação muito boa e ter criado um mundo novo de forma bastante eficiente, penso que falhou apenas no sentido em que quis criar um mundo novo, mas para tudo ser compatível para esta história de amor a certa altura essas diferenças já tinham quase desaparecido. Por exemplo, Lia tem sangue prateado, mas cora como os humanos - teria que ter sangue vermelho para corar, certo? Curiosamente li um livro em que o personagem também tinha sangue prateado, mas quando corava era descrito como uma cor de bochechas mais clara ou mais intensa, nunca como 'corar'. Ok, posso estar a ser picuinhas, mas quando estava a ler estes pormenores fizeram-me diferença no ritmo de leitura, porque não batia certo.

Outra questão é a preferência de cores de Lia: vermelho intenso, preto. Ora ela é branca. Com os seus olhos violetas e cabelo negro, não consigo visualizar como este jogo de cores ficaria bem. Mais uma vez picuinhas, mas passemos à frente.

Durante o romance temos envolvimento físico, tudo certo, mas a questão é que Lia foi educada a não acreditar em contacto físico, em sexo, em ser tudo muito limpo e distante, tudo em laboratórios, mas depois a relação entre eles (que se odeiam tanto, mas atraem-se) acontece logo demasiado rápido. Para uma virgem e para alguém criada num mundo tão frio, a mudança foi muito rápida. Aqui 'desculpei' com uma justificação que depois a autora dá sobre a sua libido voryana e também por ser um romance algo curto. Mas, não deixou de me fazer certa confusão este à vontade em permitir coisas ao príncipe tão intimas para quem não se conhece, não se gosta e que tem receio e ignorância nestas coisas.

Gostei bastante dos POVs alternados entre Arthur e Lia, tal como das promessas de romances paralelos ou futuros (fico à espera desses). Gostei também dos vários mistérios que surgem e dos contributos da formação da autora na história. São pormenores desnecessários a meu ver, mas para quem trabalha na saúde enriquecem as descrições.

A escrita é muito fluída e é uma história muito bem estruturada, mas como adoradora de fantasia/ficção, achei Lia demasiado humanizada, não só na sua anatomia, mas como no gosto pelas flores e pela comida. Como já disse, foi criada uma compatibilidade para tudo mas sinto que faltava aqui mais qualquer coisa como podemos encontrar em livros como ACOTAR ou Príncipe Cruel, em que há humanos e não humanos, mas tudo funciona. De qualquer forma, vão sempre surgindo reverências a Vory e ao planeta de Lia.

Lia tem um pormenor interessante que no inicio me pareceu algo desnecessário em relação a Arthur, mas depois acabou por haver um propósito melhor do que ser usado só entre o casal, digamos assim.

Gosto sempre de uma linguagem com asneiras como a de Arthur, mas a certa altura Lia começa a mudar também a maneira de falar e fica tudo muito igual, não se notando muita diferença nos POVs e deixando a personagem de uma extraterrestre de 21 anos fria e educada, para uma adolescente de 16 anos com vocabulário mais jovem e menos adulto. Não é algo muito evidente que me tenha feito gostar menos da personagem, mas diminui um pouco a minha empatia com a protagonista que tive na primeira metade do livro.

A temática das alterações climáticas também é muito evidente. Sinceramente acho que roubou ali um pouco o romance do casal, mas as cenas eróticas compensaram e no fim acabou por haver um equilíbrio satisfatório.

O twist final foi muito bem pensado e não estava à espera - portanto ponto alto do livro. Pensava mesmo que as reviravoltas iam acabar numa parte, mas depois Carmen Garcia surpreendeu com mais uma e muito melhor.

Gostei também do fim ter sido deixado em aberto e estou ansiosa pela história de Elena.

Estranhei não haver uma nota da autora nem agradecimentos. Agora leio sempre à espera de mais pormenores sobre a história ou sobre pensamentos da autora.

Resumindo e concluindo, depois da desilusão de Prova-me, este livro de autora portuguesa foi uma óptima surpresa. Tenho pena de não ter gostado mais, mas foi uma leitura muito boa e o facto de querer continuar a ler mais da autora já diz muito. Além disso também me soube a pouco o que também é um bom sinal.

No dia em que completa vinte e um anos, Lia, a bonita princesa de Vory, é transportada para a Terra para cumprir a missão para a qual foi treinada durante toda a sua vida: casar com o príncipe herdeiro do trono terrestre e, assim, assegurar a paz entre os planetas.
Mas apesar das infinitas aulas sobre a Terra e os seus habitantes, nada a podia ter preparado para o facto de Arthur, seu prometido, desrespeitar a única regra que, para ela, sempre foi sagrada: evitar, a todo o custo, qualquer contacto físico que configurasse intimidade.
Agora, no centro de um planeta ainda a reerguer-se de uma guerra sanguinária, Lia vai ter que perceber se deve continuar presa às verdades que conhece ou se é altura de entregar o seu coração e o seu corpo ao príncipe que, atrás dos seus olhos verdes, esconde as chaves que abrem todas as portas do paraíso mas, também, todos os portões do inferno.

Opinião da Ne: "A Anos-Luz" de Carmen Garcia

Carmen Garcia é uma enfermeira e mãe de dois fofos que tem muito jeito para a escrita e, por isso, quando descobri que ela tinha escrito um livro de ficção fui a correr adquiri-lo (obrigada Ego Editora pela cedência do exemplar). Já tinha o livro Os 10 Mandamentos de uma Mãe Imperfeita mas o registo é totalmente diferente deste por isso as expectativas estavam em alta.

Ora A Anos-Luz é sem dúvida uma distopia de jovens adultos, e uma bastante actual, digamos assim. Temos então dois planetas, um príncipe e uma princesa, que se têm que casar para bem da saúde dos dois planetas e dos seus ocupantes. Cada um com a sua educação e claro completamente diferentes, por isso a sua união não é de amor... ao inicio.

Comecemos então a falar dos pormenores. Apesar da autora ter uma imaginação muito boa e ter criado um mundo novo de forma bastante eficiente, penso que falhou apenas no sentido em que quis criar um mundo novo, mas para tudo ser compatível para esta história de amor a certa altura essas diferenças já tinham quase desaparecido. Por exemplo, Lia tem sangue prateado, mas cora como os humanos - teria que ter sangue vermelho para corar, certo? Curiosamente li um livro em que o personagem também tinha sangue prateado, mas quando corava era descrito como uma cor de bochechas mais clara ou mais intensa, nunca como "corar". Ok, posso estar a ser picuinhas, mas quando estava a ler estes pormenores fizeram-me diferença no ritmo de leitura, porque não batia certo.

Outra questão é a preferência de cores de Lia: vermelho intenso, preto. Ora ela é branca. Com os seus olhos violetas e cabelo negro, não consigo visualizar como este jogo de cores ficaria bem. Mais uma vez picuinhas, mas passemos à frente.

Durante o romance temos envolvimento físico, tudo certo, mas a questão é que Lia foi educada a não acreditar em contacto físico, em sexo, em ser tudo muito limpo e distante, tudo em laboratórios, mas depois a relação entre eles (que se odeiam tanto, mas atraem-se) acontece logo demasiado rápido. Para uma virgem e para alguém criada num mundo tão frio, a mudança foi muito rápida. Aqui "desculpei" com uma justificação que depois a autora dá sobre a sua libido voryana e também por ser um romance algo curto. Mas, não deixou de me fazer certa confusão este à vontade em permitir coisas ao príncipe tão intimas para quem não se conhece, não se gosta e que tem receio e ignorância nestas coisas.

Gostei bastante dos POVs alternados entre Arthur e Lia, tal como das promessas de romances paralelos ou futuros (fico à espera desses). Gostei também dos vários mistérios que surgem e dos contributos da formação da autora na história. São pormenores desnecessários a meu ver, mas para quem trabalha na saúde enriquecem as descrições.

A escrita é muito fluída e é uma história muito bem estruturada, mas como adoradora de fantasia/ficção, achei Lia demasiado humanizada, não só na sua anatomia, mas como no gosto pelas flores e pela comida. Como já disse, foi criada uma compatibilidade para tudo mas sinto que faltava aqui mais qualquer coisa como podemos encontrar em livros como ACOTAR ou Príncipe Cruel, em que há humanos e não humanos, mas tudo funciona. De qualquer forma, vão sempre surgindo reverências a Vory e ao planeta de Lia.

Lia tem um pormenor interessante que no inicio me pareceu algo desnecessário em relação a Arthur, mas depois acabou por haver um propósito melhor do que ser usado só entre o casal, digamos assim.

Gosto sempre de uma linguagem com asneiras como a de Arthur, mas a certa altura Lia começa a mudar também a maneira de falar e fica tudo muito igual, não se notando muita diferença nos POVs e deixando a personagem de uma extraterrestre de 21 anos fria e educada, para uma adolescente de 16 anos com vocabulário mais jovem e menos adulto. Não é algo muito evidente que me tenha feito gostar menos da personagem, mas diminui um pouco a minha empatia com a protagonista que tive na primeira metade do livro.

A temática das alterações climáticas também é muito evidente. Sinceramente acho que roubou ali um pouco o romance do casal, mas as cenas eróticas compensaram e no fim acabou por haver um equilíbrio satisfatório.

O twist final foi muito bem pensado e não estava à espera - portanto ponto alto do livro. Pensava mesmo que as reviravoltas iam acabar numa parte, mas depois Carmen Garcia surpreendeu com mais uma e muito melhor.

Gostei também do fim ter sido deixado em aberto e estou ansiosa pela história de Elena.

Estranhei não haver uma nota da autora nem agradecimentos. Agora leio sempre à espera de mais pormenores sobre a história ou sobre pensamentos da autora.

Resumindo e concluindo, depois da desilusão de Prova-me, este livro de autora portuguesa foi uma óptima surpresa. Tenho pena de não ter gostado mais, mas foi uma leitura muito boa e o facto de querer continuar a ler mais da autora já diz muito. Além disso também me soube a pouco o que também é um bom sinal.

No dia em que completa vinte e um anos, Lia, a bonita princesa de Vory, é transportada para a Terra para cumprir a missão para a qual foi treinada durante toda a sua vida: casar com o príncipe herdeiro do trono terrestre e, assim, assegurar a paz entre os planetas.
Mas apesar das infinitas aulas sobre a Terra e os seus habitantes, nada a podia ter preparado para o facto de Arthur, seu prometido, desrespeitar a única regra que, para ela, sempre foi sagrada: evitar, a todo o custo, qualquer contacto físico que configurasse intimidade.
Agora, no centro de um planeta ainda a reerguer-se de uma guerra sanguinária, Lia vai ter que perceber se deve continuar presa às verdades que conhece ou se é altura de entregar o seu coração e o seu corpo ao príncipe que, atrás dos seus olhos verdes, esconde as chaves que abrem todas as portas do paraíso mas, também, todos os portões do inferno.

Opinião da Ne: 'Espada de Vidro' de Victoria Aveyard

 

Segundo volume da saga Rainha Vermelha: Espada de Vidro.

Sempre gostei de quando o título aparece ou é explicado no meio da narrativa. No primeiro teve mais lógica, aqui foi mais uma analogia, fraca referência.

Com as expectativas mais calmas, mas ainda muito agarrada à história, lancei-me neste segundo volume com as opiniões de outras leitoras em conta. Muitas delas disseram que este foi o mais fraco dos quatro e eu quis comprovar. Agora que vou no terceiro posso dizer com segurança que... não concordo. Ainda não li os seguintes, mas pelo menos posso comparar com o Rainha Vermelha. Na minha opinião sincera achei-os muito semelhantes, principalmente porque as coisas que menos gostei no primeiro continuaram neste, mas a parte da confusão e da acção ficaram muito melhores, e por isso aquelas descrições que achei enfadonhas, aqui tiveram alguma hipótese.

O conceito da traição continua muito presente e depois do final do primeiro livro vimos preparados para desconfiar de tudo e de todos nesta continuação. Só achei que Mare continua previsível, apesar de mais fria em relação às mortes que causa. Pelo menos Cal continua o coração de manteiga que sempre foi. Fofo! Cada vez gosto mais dele e cada vez tenho mais pena dele pelo lugar que ocupa na história. Muitas vezes até acho que ele se sacrifica tanto como a Mare e enquanto esta só pensa em proteger Kilorn por ser mais 'humano' e esquecendo-se de si, Cal continua a estar sempre lá para a proteger. Mas tal como Katniss dos Jogos da Fome de Suzanne Collins, Mare passa mais tempo a ser salva que a salvar os outros.

Aqui também conhecemos e compreendemos melhor a Guarda Vermelha, um ideal e um grupo de rebeldes que nem imagina ser assim tão complexo. Também ficamos a conhecer personagens mais secundárias e novas personagens. Nunca ofuscando os protagonistas, até porque Victoria Aveyard é tão sádica como o George R.R. Martin!

Na Espada de Vidro já me pareceu mais semelhante com os X-Men já que eles andam a recrutá-los, a treiná-los, etc. Isto não é spoiler, penso eu. Quando eu comparo com outra obra não estou a fazer em modo de crítica, até porque sei como é difícil criar uma história original. Mas durante a leitura não consigo evitar que o meu cérebro faça estas comparações, tal como não consigo não referir isto aqui na opinião, já que foi uma sensação constante.

As reviravoltas continuam, o trio amoroso continua, as aventuras prosseguem, e novos casais e personagens surgem. Não sou fã de Cameron, apesar de ela ter razão. Ainda por cima ela vai ter mais protagonismo no terceiro volume, o que me incomodou um pouco.

Continuo a adorar as explosões de Mare. É uma daquelas personagens que está sempre a ser feita num oito, cheia de cicatrizes, cheia de remorsos e pesadelos. Mas é isso que gosto nela e em todas as outras, porque mostram que não são frágeis e mesmo depois de irem ao chão e serem espezinhadas ainda se levantam sem um olho (estou a exagerar) e ainda lança um raio ao mais próximo. Ao contrário de Cameron, gostei de Evangeline no Rainha Vermelha e tenho pena que víbora como aquela não esteja presente neste volume. O mesmo não acontece com a rainha Elara que pouco está presente, mas mesmo essas poucas páginas são o que são. Preparem-se! Maven também pouco vai aparecer, apesar de estar sempre presente na história. Temos mais e menos de Shade - outro personagem que entrou para o meu coração. Temos mais traições e mais provas de amor e amizade.

Vejo este livro como uma passagem ou um capítulo daqueles descritivos, que apesar de ter conteúdo não é o que procuramos ler nem é tão viciante, mas que sabemos que temos que pegar, ler e passar à frente porque se não o fizermos vai deixar uma lacuna na história. Apesar disto tudo, continuo a gostar e li sem grandes interrupções. Não vou com tanta vontade para o terceiro, talvez pelo final deste, mas estou com expectativas de ser surpreendida já que consegui não ler nenhum spoiler como fiz para o primeiro e para este. Neste último caso o spoiler chegou-me ao ler comentários de leitoras e fãs no Instagram da escritora.

Brevemente a opinião d'A Jaula do Rei.

O novo e eletrificante capítulo da série Rainha Vermelha intensifica a luta de Mare Barrow contra a escuridão que cresceu na sua alma… O sangue de Mare Barrow é vermelho mas a sua capacidade Prateada, o poder de controlar os relâmpagos, transformou-a numa arma que a corte real tenta controlar. A coroa acusa-a de ser uma farsa, mas quando ela foge do príncipe Maven - o amigo que a traiu -, Mare faz uma descoberta surpreendente: ela não é a única da sua espécie.

Perseguida por Maven, Mare parte para descobrir e recrutar outros combatentes Vermelhos e Prateados que se juntem à batalha contra os seus opressores. Mas Mare encontra-se num caminho mortífero, em risco de se tornar exatamente no tipo de monstro que está a tentar derrotar. Será que ela vai ceder sob o peso das vidas exigidas pela rebelião? Ou a traição e a deslealdade tê-la-ão endurecido para sempre?

Classificação: 4/5 cupcakes

Opinião da Ne: "Espada de Vidro" de Victoria Aveyard

 

Segundo volume da saga Rainha Vermelha: Espada de Vidro.

Sempre gostei de quando o título aparece ou é explicado no meio da narrativa. No primeiro teve mais lógica, aqui foi mais uma analogia, fraca referência.

Com as expectativas mais calmas, mas ainda muito agarrada à história, lancei-me neste segundo volume com as opiniões de outras leitoras em conta. Muitas delas disseram que este foi o mais fraco dos quatro e eu quis comprovar. Agora que vou no terceiro posso dizer com segurança que... não concordo. Ainda não li os seguintes, mas pelo menos posso comparar com o Rainha Vermelha. Na minha opinião sincera achei-os muito semelhantes, principalmente porque as coisas que menos gostei no primeiro continuaram neste, mas a parte da confusão e da acção ficaram muito melhores, e por isso aquelas descrições que achei enfadonhas, aqui tiveram alguma hipótese.

O conceito da traição continua muito presente e depois do final do primeiro livro vimos preparados para desconfiar de tudo e de todos nesta continuação. Só achei que Mare continua previsível, apesar de mais fria em relação às mortes que causa. Pelo menos Cal continua o coração de manteiga que sempre foi. Fofo! Cada vez gosto mais dele e cada vez tenho mais pena dele pelo lugar que ocupa na história. Muitas vezes até acho que ele se sacrifica tanto como a Mare e enquanto esta só pensa em proteger Kilorn por ser mais "humano" e esquecendo-se de si, Cal continua a estar sempre lá para a proteger. Mas tal como Katniss dos Jogos da Fome de Suzanne Collins, Mare passa mais tempo a ser salva que a salvar os outros.

Aqui também conhecemos e compreendemos melhor a Guarda Vermelha, um ideal e um grupo de rebeldes que nem imagina ser assim tão complexo. Também ficamos a conhecer personagens mais secundárias e novas personagens. Nunca ofuscando os protagonistas, até porque Victoria Aveyard é tão sádica como o George R.R. Martin!

Na Espada de Vidro já me pareceu mais semelhante com os X-Men já que eles andam a recrutá-los, a treiná-los, etc. Isto não é spoiler, penso eu. Quando eu comparo com outra obra não estou a fazer em modo de crítica, até porque sei como é difícil criar uma história original. Mas durante a leitura não consigo evitar que o meu cérebro faça estas comparações, tal como não consigo não referir isto aqui na opinião, já que foi uma sensação constante.

As reviravoltas continuam, o trio amoroso continua, as aventuras prosseguem, e novos casais e personagens surgem. Não sou fã de Cameron, apesar de ela ter razão. Ainda por cima ela vai ter mais protagonismo no terceiro volume, o que me incomodou um pouco.

Continuo a adorar as explosões de Mare. É uma daquelas personagens que está sempre a ser feita num oito, cheia de cicatrizes, cheia de remorsos e pesadelos. Mas é isso que gosto nela e em todas as outras, porque mostram que não são frágeis e mesmo depois de irem ao chão e serem espezinhadas ainda se levantam sem um olho (estou a exagerar) e ainda lança um raio ao mais próximo. Ao contrário de Cameron, gostei de Evangeline no Rainha Vermelha e tenho pena que víbora como aquela não esteja presente neste volume. O mesmo não acontece com a rainha Elara que pouco está presente, mas mesmo essas poucas páginas são o que são. Preparem-se! Maven também pouco vai aparecer, apesar de estar sempre presente na história. Temos mais e menos de Shade - outro personagem que entrou para o meu coração. Temos mais traições e mais provas de amor e amizade.

Vejo este livro como uma passagem ou um capítulo daqueles descritivos, que apesar de ter conteúdo não é o que procuramos ler nem é tão viciante, mas que sabemos que temos que pegar, ler e passar à frente porque se não o fizermos vai deixar uma lacuna na história. Apesar disto tudo, continuo a gostar e li sem grandes interrupções. Não vou com tanta vontade para o terceiro, talvez pelo final deste, mas estou com expectativas de ser surpreendida já que consegui não ler nenhum spoiler como fiz para o primeiro e para este. Neste último caso o spoiler chegou-me ao ler comentários de leitoras e fãs no Instagram da escritora.

Brevemente a opinião d'A Jaula do Rei.

O novo e eletrificante capítulo da série Rainha Vermelha intensifica a luta de Mare Barrow contra a escuridão que cresceu na sua alma… O sangue de Mare Barrow é vermelho mas a sua capacidade Prateada, o poder de controlar os relâmpagos, transformou-a numa arma que a corte real tenta controlar. A coroa acusa-a de ser uma farsa, mas quando ela foge do príncipe Maven - o amigo que a traiu -, Mare faz uma descoberta surpreendente: ela não é a única da sua espécie.

Perseguida por Maven, Mare parte para descobrir e recrutar outros combatentes Vermelhos e Prateados que se juntem à batalha contra os seus opressores. Mas Mare encontra-se num caminho mortífero, em risco de se tornar exatamente no tipo de monstro que está a tentar derrotar. Será que ela vai ceder sob o peso das vidas exigidas pela rebelião? Ou a traição e a deslealdade tê-la-ão endurecido para sempre?

Classificação: 4/5 cupcakes

Compilações: 'Os Passageiros' e 'Com Amor, do Amigo Secreto'




Já há algum tempo que ouvia falar muito bem do John Marrs. Publicado pela TopSeller, o autor tem um livro que está a ser adaptado pela Netflix e que até entra o nosso Albano Jerónimo. Ainda não li o 'Almas Gémeas' mas quero muito ler!Decidi então começar pelo livro mais recente do autor e na semana de lançamento lá fui eu ao Continente usar os 5€ de saldo que tinha no cartão e trouxe este menino. O livro é grande mais de 400 páginas mas digo-vos que é viciante. A história é muito original e nada igual ao que tenha lido o que até me deixa a pensar se o autor terá tudo no sítio porque tem uma originalidade brutal. 

Aqui temos uma Londres distópica onde os carros não têm volante nem pedais manuais. É tudo informático e automático, conduzem-se sozinhos. Até que numa manhã um pirata informático corrupta o sistema e decide por várias viaturas em colisão. 

Vamos acompanhando a vida dos passageiros que estão nos carros e do outro lado temos o hacker e mais algumas personagens que vão ser importantes no destino dos nossos passageiros. 

Apesar deste livro ser claramente um livro de 5 estrelas e apesar de eu ter adorado, só consegui dar 4 estrelas. Estava verdadeiramente curiosa para saber quem teria feito o ataque informático e como o autor ia explicar tudo. Apesar de plausível achei a solução para tudo um pouco fraca em relação às expectativas que estava a ter. É um livro que também nos faz pensar muito de como funciona a indústria do entretenimento em detrimento do sofrimento de alguém que não nos seja próximo. Mesmo assim é um livro que recomendo imenso e que aconselho sem reservas. 

Num futuro próximo, em que os veículos sem condutor já são comuns e considerados muito seguros, um pirata informático apodera-se do sistema operativo de oito carros, altera o destino programado e avisa os seus passageiros de que irão morrer dentro de horas.

A comissão constituída para avaliar acidentes com este tipo de veículos automáticos vê-se agora confrontada com uma missão muito mais difícil: seguindo as instruções do Hacker, terá de entrevistar cada um dos passageiros e decidir qual deles salvar. Câmaras ocultas nos carros asseguram uma transmissão mundial através das redes sociais e permitem acompanhar em direto o terror dos passageiros.

O Hacker parece saber tudo sobre os intervenientes, e, à medida que mais informações são reveladas sobre cada um deles, esta decisão difícil parece tornar-se impossível. Afinal, até que ponto permitimos que as primeiras impressões determinem o que pensamos acerca de alguém?





Este ano como o meu espirito natalício é igual à temperatura que se faz no pólo norte decidi fazer umas leituras de Natal para ver se me animo um pouco
 Decidi pegar nesta novidade da Gailivro porque é pequeno e porque sabia que ia ser uma história leve. 
Não me enganei, é um livro realmente muito leve mas também muito previsível. Juro-vos que já nem me lembro do nome das personagens, só sei que temos a nossa protagonista que recebe um presente do seu amigo secreto, um género de calendário do advento que em todos os dias tem uma frase para ela reflectir ou fazer uma boa acção. Ela não sabe quem é o amigo secreto mas nós no final do primeiro capítulo já sabemos. 
Apesar de ser um livro fofinho, como disse tudo é muito expectável o que não cria muito interesse no leitor em entusiasmar-se com a leitura. Eu realmente adivinhei tudo o que ia acontecer, não só porque já leio muito este género há muitos anos mas também porque a história segue um padrão totalmente previsível. Se isso é mau? Para mim não foi porque assim proporcionou-me uma leitura rápida mas ao mesmo tempo é um livro que no início de 2021 nem me vou lembrar de o ter lido. 
Se aconselho? Se quiserem ler um livro de Natal para algum desafio ou ler um livro num dia é o livro ideal, de outra forma não recomendo perderem tempo com um livro tão simples como este. 

É quase Natal, mas Angel Green não está com espírito para grandes festejos. Anda muito ocupada a estudar para o exame final para conseguir uma bolsa de estudo, para ser médica. Além disso, está a organizar a campanha escolar de angariação de fundos para o Hospital Bluebell. Infelizmente, o seu parceiro na angariação de fundos é Caspar Johnson - um jovem bonito, namoradeiro, muito criativo e divertido, mas nada fiável.


A mãe de Angel tem um novo amor e a sua melhor amiga apaixonou-se por um rapaz mais velho. Parece que, com o espírito natalício, estão todos a encontrar o amor, excepto Angel.


Graças a Deus, o seu Amigo Secreto tem-lhe deixado presentes incríveis e especiais que lhe animam os dias. 


O melhor de todos eles foi um intrigante calendário de advento artesanal que a incentiva a correr riscos e a abrir o seu coração.

Compilações: "Os Passageiros" e "Com Amor, do Amigo Secreto"




Já há algum tempo que ouvia falar muito bem do John Marrs. Publicado pela TopSeller, o autor tem um livro que está a ser adaptado pela Netflix e que até entra o nosso Albano Jerónimo. Ainda não li o "Almas Gémeas" mas quero muito ler!Decidi então começar pelo livro mais recente do autor e na semana de lançamento lá fui eu ao Continente usar os 5€ de saldo que tinha no cartão e trouxe este menino. O livro é grande mais de 400 páginas mas digo-vos que é viciante. A história é muito original e nada igual ao que tenha lido o que até me deixa a pensar se o autor terá tudo no sítio porque tem uma originalidade brutal. 

Aqui temos uma Londres distópica onde os carros não têm volante nem pedais manuais. É tudo informático e automático, conduzem-se sozinhos. Até que numa manhã um pirata informático corrupta o sistema e decide por várias viaturas em colisão. 

Vamos acompanhando a vida dos passageiros que estão nos carros e do outro lado temos o hacker e mais algumas personagens que vão ser importantes no destino dos nossos passageiros. 

Apesar deste livro ser claramente um livro de 5 estrelas e apesar de eu ter adorado, só consegui dar 4 estrelas. Estava verdadeiramente curiosa para saber quem teria feito o ataque informático e como o autor ia explicar tudo. Apesar de plausível achei a solução para tudo um pouco fraca em relação às expectativas que estava a ter. É um livro que também nos faz pensar muito de como funciona a indústria do entretenimento em detrimento do sofrimento de alguém que não nos seja próximo. Mesmo assim é um livro que recomendo imenso e que aconselho sem reservas. 

Num futuro próximo, em que os veículos sem condutor já são comuns e considerados muito seguros, um pirata informático apodera-se do sistema operativo de oito carros, altera o destino programado e avisa os seus passageiros de que irão morrer dentro de horas.

A comissão constituída para avaliar acidentes com este tipo de veículos automáticos vê-se agora confrontada com uma missão muito mais difícil: seguindo as instruções do Hacker, terá de entrevistar cada um dos passageiros e decidir qual deles salvar. Câmaras ocultas nos carros asseguram uma transmissão mundial através das redes sociais e permitem acompanhar em direto o terror dos passageiros.

O Hacker parece saber tudo sobre os intervenientes, e, à medida que mais informações são reveladas sobre cada um deles, esta decisão difícil parece tornar-se impossível. Afinal, até que ponto permitimos que as primeiras impressões determinem o que pensamos acerca de alguém?





Este ano como o meu espirito natalício é igual à temperatura que se faz no pólo norte decidi fazer umas leituras de Natal para ver se me animo um pouco
 Decidi pegar nesta novidade da Gailivro porque é pequeno e porque sabia que ia ser uma história leve. 
Não me enganei, é um livro realmente muito leve mas também muito previsível. Juro-vos que já nem me lembro do nome das personagens, só sei que temos a nossa protagonista que recebe um presente do seu amigo secreto, um género de calendário do advento que em todos os dias tem uma frase para ela reflectir ou fazer uma boa acção. Ela não sabe quem é o amigo secreto mas nós no final do primeiro capítulo já sabemos. 
Apesar de ser um livro fofinho, como disse tudo é muito expectável o que não cria muito interesse no leitor em entusiasmar-se com a leitura. Eu realmente adivinhei tudo o que ia acontecer, não só porque já leio muito este género há muitos anos mas também porque a história segue um padrão totalmente previsível. Se isso é mau? Para mim não foi porque assim proporcionou-me uma leitura rápida mas ao mesmo tempo é um livro que no início de 2021 nem me vou lembrar de o ter lido. 
Se aconselho? Se quiserem ler um livro de Natal para algum desafio ou ler um livro num dia é o livro ideal, de outra forma não recomendo perderem tempo com um livro tão simples como este. 

É quase Natal, mas Angel Green não está com espírito para grandes festejos. Anda muito ocupada a estudar para o exame final para conseguir uma bolsa de estudo, para ser médica. Além disso, está a organizar a campanha escolar de angariação de fundos para o Hospital Bluebell. Infelizmente, o seu parceiro na angariação de fundos é Caspar Johnson - um jovem bonito, namoradeiro, muito criativo e divertido, mas nada fiável.


A mãe de Angel tem um novo amor e a sua melhor amiga apaixonou-se por um rapaz mais velho. Parece que, com o espírito natalício, estão todos a encontrar o amor, excepto Angel.


Graças a Deus, o seu Amigo Secreto tem-lhe deixado presentes incríveis e especiais que lhe animam os dias. 


O melhor de todos eles foi um intrigante calendário de advento artesanal que a incentiva a correr riscos e a abrir o seu coração.

A Sair do Forno: "Inesquecível" de Alexandra Bracken


Sai dia 22 de Maio.
Ruby nunca quis os superpoderes que quase lhe custaram a vida, embora agora tenha de recorrer a eles diariamente, em missões perigosas contra o governo corrupto que a trancou em Thurmond. Os outros chamam-lhe líder, mas ela não se sente como tal, sabe que é um monstro.
Quando lhe confiam um segredo explosivo, Ruby tem de afastar-se da Liga das Crianças e embarcar numa missão difícil. A informação crucial acerca da doença que matou a maioria das crianças nos Estados Unidos está guardada num único local: uma pen nas mãos de Liam Stewart, o rapaz que Ruby achava que conhecia, respeitava e amava... e a abandonou.
Ruby inicia uma viagem através do país numa tentativa desesperada de encontrá-lo, dividida entre os velhos amigos e as suas novas promessas. E se ganhar a guerra significa perder-se a si mesma?

Opinião Distópica: "Vox" de Christina Dalcher


Aqui está outro livro com bastante publicidade e que não encheu as minhas medidas.
Começando pelo inicio, achei logo a introdução muito densa, com apresentação de Jackie e da relação da protagonista com esta, mas com demasiados pormenores políticos despejados assim de chofre. Logo aqui o interesse diminuiu apesar de gostar da temática, mas como conheço óptimos romances com péssimos primeiros capítulo continuei a leitura.
Ao longo do livro vão sendo apresentadas as teorias e dogmas políticas e religiosas, que foram expostas de maneira mais calma e enquadrada na história do que na introdução.
Também encontrei alguns pontos algo duvidosos, mesmo para uma história que se passa num possível futuro. Quando a personagem grávida vai para dentro da sala de RM sem qualquer problema deu-se me logo aqui um arrepio de indignação. Sendo médica e cientista devia saber que não é aconselhado, principalmente no primeiro trimestre, por causa do perigo de descolamento de placenta e posterior aborto. E sendo num futuro, imagino que a evolução das máquinas seja para campos magnéticos muito mais potentes do que os de hoje em dia, que já por si são bastante elevados. Mesmo a máquina não estando a trabalhar, a autora descreveu como ligada e para quem não sabe só ligada cria logo um campo magnético que deve ser constante e nunca desligado (isto nos dias de hoje, mas já há novas máquinas que não é assim, mas também não vou entrar por aí). Isto tudo para dizer que, tendo conhecimento de causa, achei uma grande falha, mas que de facto serviu bastante bem para o que a escritora pretendia.
Aqui chego a um ponto muito importante nesta minha opinião. Há histórias cheias de remoinhos de informação e acção, que nos apanham muitas vezes de surpresa, e é aí que lhe damos valor. Neste caso, achei que Christina Dalcher, é daquelas autoras que é muito óbvia no passo-a-passo da sua história e que todas as reviravoltas que a história dá são resolvidas por decisões, acções, etc, demasiado óbvias e que não me convenceram minimamente. Há acontecimentos que desde o inicio já sabemos que vão acontecer, o que não abona nada em seu favor.
Mas as temáticas foram muito bem escolhidas, tanto o ambiente familiar, como a realidade no trabalho, como a supremacia masculina e até há um muro! Portanto, acaba por ser um livro muito actual, apesar de ser distópico. Gostei também do facto da protagonista compensar que desvalorizou os sinais, já que sempre esteve muito confortável no seu dia-a-dia. E assim, só foi mostrado que o facto de estarmos bem hoje, ou mais ou menos, e deixarmos a vida "rolar", fechando os olhos ao negrume que o futuro nos apresenta, não apaga o que aí vem. E hoje nós sabemos de muitos alertas do que vai acontecer, tal como questões ambientais e politicas. Mas estamos todos conformados e sabemos que haverá sempre alguém a lutar por nós.
Fala também no adultério e como as pessoas lidam tão levianamente com esse assunto.
Gostei da ideia das pulseiras e de mostrar muito bem o valor intelectual, não superior mas igual, das mulheres em relação aos homens.
Resumindo, em termos de história e personagens achei muito fraco, mas este livro é óptimo em nos relembrar o que temos que pensar e mostra-nos um futuro fictício mas que no fundo sabemos que não está assim tão longe da realidade.

Estados Unidos da América. Um país orgulhoso de ser a pátria da liberdade e que faz disso bandeira. É por isso que tantas mulheres, como a Dra. Jean McClellan, nunca acreditaram que essas liberdades lhes pudessem ser retiradas. Nem as palavras dos políticos nem os avisos dos críticos as preparavam para isso. Pensavam: «Não. Isso aqui não pode acontecer.»
Mas aconteceu. Os americanos foram às urnas e escolheram um demagogo. Um homem que, à frente do governo, decretou que as mulheres não podem dizer mais do que 100 palavras por dia. Até as crianças. Até a filha de Jean, Sonia. Cada palavra a mais é recompensada com um choque elétrico, cortesia de uma pulseira obrigatória.
E isto é apenas o início.

Doce do Momento: "Vox" de Christina Dalcher



Preparada para uma distopia de nos enervar até à ponta dos cabelos.

Estados Unidos da América. Um país orgulhoso de ser a pátria da liberdade e que faz disso bandeira. É por isso que tantas mulheres, como a Dra. Jean McClellan, nunca acreditaram que essas liberdades lhes pudessem ser retiradas. Nem as palavras dos políticos nem os avisos dos críticos as preparavam para isso. Pensavam: «Não. Isso aqui não pode acontecer.»
Mas aconteceu. Os americanos foram às urnas e escolheram um demagogo. Um homem que, à frente do governo, decretou que as mulheres não podem dizer mais do que 100 palavras por dia. Até as crianças. Até a filha de Jean, Sonia. Cada palavra a mais é recompensada com um choque elétrico, cortesia de uma pulseira obrigatória.
E isto é apenas o início.

A Sair do Forno: "Champion" de Marie Lu


3 anos depois de sair o segundo, temos o terceiro livro! 


Quem estava ansioso?
Sai dia 5 de março!

Do caos e da lenda surgirá um campeão…
June e Day fizeram já grandes sacrifícios pelo povo da República – e um pelo outro – e o país encontra-se prestes a viver um novo momento. June voltou a cair nas boas graças da República, trabalhando numa posição privilegiada nos círculos de elite do governo, enquanto Day trocou o epíteto de criminoso pelo de herói, ocupando agora um alto cargo nas forças militares.Mas nenhum deles poderia ter previsto as circunstâncias que os voltariam a reunir. Precisamente no momento em que há um tratado de paz em vista, surge um vírus mortal para causar o pânico nas Colónias, e a ameaça de guerra paira sobre as cidades fronteiriças da República. Esta nova epidemia é mais letal do que nunca, e está nas mãos de June, apenas, a defesa do seu país. Mas, para salvar a vida a milhares de pessoas, terá de pedir àquele que ama que abdique de tudo...Champion é o formidável desfecho da trilogia Legend, de Marie Lu. Repleto de ação  e suspense, é a conclusão perfeita para uma série assombrosa...

A Sair do Forno: ''Quando a Luz Se Apaga'' de Nick Clark Windo





Bem-vindo ao incrível mundo do Feed!
Com apenas um pequeno chip, implantado no cérebro dos bebés ainda antes de nascerem, todos os problemas da sociedade podem ser resolvidos. Crimes violentos? Fraude? Impossível, tudo o que vemos é registado no Feed. Desaparecimentos? Faltas? Já não existem, o Feed põe-nos a todos em contacto. Esquecimentos? Distrações? Coisa do passado, o Feed não se esquece de nada.
Até ao dia em que o Feed é desligado.
Nesse dia, o Presidente dos Estados Unidos é assassinado, em direto, para todo o mundo. Pouco depois, o Feed cai. Já não há livros. Já ninguém tem computadores. Já ninguém se lembra, sequer, de como consertar as coisas mais simples. Toda a informação estava guardada no Feed. Sem ele, a civilização desaba.
E tu, quem serás sem o Feed?
Desesperados por reconstruírem alguma forma de subsistência, os grupos de sobreviventes espalham-se, desconfiados uns dos outros, paranoicos e sem rumo. Conseguirão reerguer a Humanidade?
Combinando a atmosfera distópica de Walking Dead com o potencial destrutivo da tecnologia de Black Mirror, Nick Clark Windo apresenta-nos todo um novo mundo. Ao retirar tudo às suas personagens, tira completamente o fôlego ao leitor.

Sai dia 21 

A Sair do Forno: ''O Fandom'' de Anna Day




Para os amantes de "Jogos de Fome". Violet é a fã n.º 1 da maior saga de sempre, A Dança dos Enforcados, mas nada a podia preparar para fazer parte da história.
Quando Violet, o irmão e as suas duas melhores amigas saíram de casa, vestidos como as suas personagens preferidas da saga, pensavam que iam apenas ser mais um grupo de fãs na Comic Con, prontos para conhecer os atores que dão vida aos seus heróis. Nunca poderiam imaginar que um acidente bizarro os ia atirar para o mundo de A Dança dos Enforcados, e que teriam de ser eles a levar a história até ao fim, ou morrer a tentar.

Sai dia 16 de Janeiro!

A Sair do Forno: ''Guerra Americana'' de Omar El Akkad


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Vem aí uma distopia para os amantes de ficção científica. Ainda sem capa portuguesa.
Sarat Chestnut nasceu no Lousiana e tem apenas seis anos quando a Segunda Guerra Civil Americana eclode em 2074. Mas até ela sabe que o petróleo é proibido, que metade do Louisiana está submerso e que drones não tripulados sobrevoam os céus. Quando o seu pai é morto e a sua família é obrigada a refugiar-se num campo de refugiados, ela rapidamente começa a ser moldada por esse tempo e lugar até que, finalmente, pela influência de um misterioso funcionário, se transforma num instrumento mortífero da guerra.
A sua história é contada pelo seu neto, Benjamin Chestnut, que nasceu durante a guerra – parte da Geração Miraculosa – e é agora um idoso a confrontar os segredos negros do passado, do papel da sua família no conflito e, em particular, a importância da sua tia, uma mulher que salvou a sua vida ao destruir a de outros.

Sai brevemente pela Saída de Emergência  

Chegou à Despensa: ''Blood for Blood'' de Ryan Graudin




Continuo com a mania de comprar séries inteiras sem ter lido o 1º livro mas fico sempre a pensar que depois se gostar já tenho logo os livros seguintes para ler.


Aqui também é só uma duologia portanto estou desculpada, certo? :P 


Acho esta capa horrível credo, uma das mais feias da minha estante sem dúvida mas se o conteúdo for bom, não interessa o exterior. 

Para quem não sabe, esta duologia centra-se na possibilidade de Hitler ter ganho a 2ª guerra mundial (arrepio só de pensar) e temos uma moça que o quer matar..! Pareceu-me interessante e bem diferente do que li sobre esta época, portanto é uma leitura que quero fazer em 2018. 

Passatempo: "O Milésimo Andar" de Katharine McGee



Como prometido, passados 15 dias cá está outro prontinho a ser sorteado e enviado para o novo dono.
Quem quer esta distopia??


Para se habilitarem a ganhar:
- enviar email para algodaodoceparaocerebroblog@gmail.com
- com nome e morada completa
- link de partilha do Facebook
- com o título do passatempo no assunto do email
- só é válida uma participação por pessoa
- e só podem participar até 30/11/2017

Boa Sorte!!!

A Sair do Forno: ''Contagion'' de Teri Terry

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Em Novembro, novo livro de Teri Terry e nova trilogia.

É dos seus livros mais recentes já que saiu este ano em Maio.

Sinopse e data em breve.

Opinião Distópica/Young Adult: "O Milésimo Andar" de Katharine McGee



Esta obra de Katharine McGee é tipicamente YA.

Temos uma história com bastantes personagens envolvidos, mas no final vão ser todos secundários. Há um enredo sim, que se divide em vários e que no final volta tudo a unir-se. Este foi o aspecto que mais gostei deste livro. A questão é que a parte mais interessante é mesmo o final, por isso quem se aborrecer pelo meio, o meu conselho é continuar porque a resposta ao primeiro capílogo (ou prólogo) vai ser mesmo só no final.

Portanto posso afirmar que tem um início um pouco confuso, com tanto interveniente, um desenvolvimento muito fútil e um pouco oco - nada que não tenhamos lido noutro young-adult passado numa secundária, por exemplo. E depois temos o final que nos surpreende e que faz a leitura valer a pena ou pelo menos a não chorarmos pelo tempo perdido.

Gostei das várias personalidades, algumas semelhantes, outras nem por isso, já que há um grupo central de amigas. Aqui vemos exploradas temáticas como falsas amizades, traições, vinganças, dramas familiares e vergonha alheia.

A suposta personagem principal é a menina linda do livro, mas vai mostrar que a beleza não é tudo e que é preciso ter mais que sorte na vida e muita sorte em quem nos rodeia, já que a perfeição atrai invejas que por sua vez atraem vinganças, etc. Coisas bastante negativas.

Gostei do facto de Katharine McGee introduzir temas de consumo de drogas nos meios ricos e jovens e também da homossexualidade ou até bissexualidade.

A parte distópica do livro está presente apenas em algumas caracteristicas do prédio, já que hoje em dia podemos encontrar prédios com inúmeros andares (não milhares mas centenas) e com autênticas cidades dentro deles. Os níveis de andares correspondentes aos níveis de vida da população também não me foi estranho nem tão futurista assim, já que basta pensarmos em penthouses para termos algo semelhante.

Este é o primeiro volume da colecção The Thousandth Floor, estando o segundo volume já publicado e o terceiro previsto para Agosto de 2018. Eu, pessalmente, li e terminei o livro como se fosse um livro individual, porque a "porta" que a autora deixou aberta não deixou assim tanto por contar. O que me parece é que ela vai aproveitar para fazer uma espécie de continuação, mas que seria quase sobreponível a esta. Mexendo assim mais um pouco nas histórias pessoais de cada personagem e talvez desmascarar a vilão.

De qualquer forma, penso que ainda vou dar uma segunda hipótese e ler o seguinte, isto se a Planeta apostar nele.

Uma torre de mil andares. A visão brilhante de um futuro onde tudo é possível se assim o desejarmos. Nova Iorque, cidade de sonhos e inovação daqui a cem anos. Todos querem qualquer coisa… e todos têm algo a perder. O exterior impecável de Leda Cole esconde um vício secreto por uma droga que nunca devia ter experimentado e por um rapaz em quem nunca devia ter tocado. A vida bela e descuidada de Eris Dodd-Radson desmorona-se quando uma traição lhe destrói a família. O trabalho de Rylin Myers num dos andares mais altos mergulha-a num mundo e num romance inimaginável… mas essa vida nova custar-lhe-á a que tinha antes? E a viver acima de todos, no milésimo andar, está Avery Fuller, uma rapariga que parece ter tudo, mas que vive atormentada pela única coisa que nunca poderá ter.
Segredos, escândalos e traições numa Nova Iorque como nunca a viu.

Chegou à Despensa: ''A História de uma Serva'' de Margaret Atwood



Aqui a Je já fez anos em Abril mas é sempre bom receber prendinhas. Considerei esta prenda, uma prenda de anos atrasada mas também podia ser uma prenda de Natal adiantada. :P

Vi a série e apaixonei-me por ela, maratonei os 10 episódios em 3 dias e portanto fiquei com muita vontade de ler o livro. Eu que nunca vi os Emmys na vida e nunca liguei muito a esses prémios (ligo mais aos Óscares e mesmo assim...) este ano fiquei a ver só porque a série tinha grandes probabilidades de ganhar alguns prémios e claro que fiquei feliz por ter ganho o prémio de melhor série e de terem aplaudido de pé a autora. 
Mas quando pesquisei na Wook pelo livro vi que estava esgotado e portanto nem me passou pela cabeça ir ver no site da Bertrand, que é a editora do livro. Mas pronto, pelos vistos saiu uma nova edição em Agosto e aqui está ela.
Estou doida para ler o livro. 



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