
Depois do sucesso de ''O Casal do Lado'', a Editorial Presença volta a lançar um livro desta autora para minha alegria. Gostei bastante do anterior e este também não ficou atrás. Tenho gostado desta vaga de thrillers rápidos em que a acção não se arrasta e a leitura flui num instante.
Embora este livro não seja a continuação do ''O Casal do Lado'' tem o mesmo detective. Temos Karen que acorda num hospital sem saber o que aconteceu e como chegou lá. Na noite anterior Tom chega a casa e para além de descobrir que a porta está aberta, percebe que a mulher não está em casa mas que tanto a mala como o telemóvel ficaram, ou seja está desaparecida e não há maneira de a encontrar. Rapidamente Karen (com amnésia) vê-se envolvida num caso de homicÃdio por ter estado perto do local onde ocorreu o assassinato. Tom não acredita que a mulher seja culpada mas à medida que o tempo passa vem descobrindo que afinal Karen não é quem ele julga que é e que na verdade nada sabe do passado da sua esposa.
Eu gostei imenso deste livro e não demorei muito tempo a lê-lo. Gosto como a autora cria as personagens tão ambiguamente que nunca conseguimos descobrir quem realmente está a dizer a verdade ou não. Aqui queremos acreditar na Karen mas desconfiamos que algo com ela não está bem. Queremos acreditar no Tom mas a forma como ele fica desesperado também levanta suspeitas. A única pessoa aqui que sabemos que é louca é a Bridget.
Adorei como a investigação foi feita com a polécia praticamente sempre a dar as novidades o que aumentava cada vez mais as minhas suspeitas. No final já previa o que tinha acontecido mas mesmo assim foi um bom twist. Gostei de todas as personagens, menos da Bridget que era mesmo alucinada e obcecada com o Tom. O final é em aberto e dá para ter uma continuação mas pelo que pesquisei, a autora já lançou outro livro e não tem nada a ver com este portanto ficamos a aguardar se haverá um segundo livro ou se a autora decidiu apenas ser mázinha com os leitores.
Não é um thriller com twits bombásticos e os livros desta autora acabam por dividir bastante os leitores. Eu gostei de ambos e aguardo pelo próximo!

Porque fugiria ela, assustada, de um lar feliz?
Está à espera que o marido, por quem sente um grande amor, chegue a casa vindo do emprego. Está a preparar o jantar, desejosa de saber como lhe correu o dia.
É a última coisa de que se lembra.
Acorda no hospital, sem ter a mais pequena ideia de como lá foi parar. Dizem-lhe que foi vÃtima de um acidente: perdeu o controlo do carro quando conduzia numa zona perigosa da cidade.
A polÃcia suspeita de que ela não estaria lá pelas melhores razões. Mas o marido recusa -se a acreditar. A sua melhor amiga não tem tantas certezas. E nem ela própria sabe em que acreditar.


















