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Opinião Contemporânea: "Isto Vai Doer" de Adam Kay


Este foi um livro que me ficou logo na memória quando li algumas opiniões dele no Facebook. Tendo lugar em hospitais para mim aumenta me logo a empatia e por isso logo que pude comprei-o e comecei a ler.
O que posso dizer deste livro e deste escritor é que podemos dividir o livro em duas partes (não literalmente, mas por fases). A(s) história(s) decorrem ao longo da sua carreira de médico obstetra e ginecologista por diversos hospitais. Eles têm um internato longo e sempre em loop, quase reiniciando cada vez que mudam de hospital. No inicio de cada ciclo, digamos assim, Adam Kay acaba por fazer uma introdução, no inicio ao formato deste internato, mas para a frente a introdução passa a "queixinhas" e como ganha pouco, e coitado de mim, etc.
Ora, a realidade lá é diferente da de Portugal e fiquei sem perceber quanto eles ganham, mas supostamente, e segundo ele, nem dá para um T1 decente. Não consegue ir de férias e faz tantas horas que dorme mais no hospital do que em casa com a namorada. Como trabalho com médicos e apesar de saber que em certos serviços (serviços, não hospitais no geral) a realidade é essa: muitas horas seguidas, muitos turnos; a questão é que têm sempre tempo de ir ao privado (um ou mais) por isso acabo por não sentir muita pena e aqui foi o mesmo.
As minhas partes preferidas são as histórias do dia a dia com os doentes. Ainda por cima passa-se nas consultas de obstetrícia e nas salas de parto, o que nesta fase da minha vida me diz imenso! Portanto, a ligação que tive com o livro ainda foi maior. Aprendi muitas coisas, principalmente sobre patologias e circunstâncias na sala de parto que até me fizeram relaxar um pouco em relação a certas situações. Mas o humor está presente, e é o mais bem vindo, nas conversas que ele transcreve e que me fizeram rir imenso!
Infelizmente não são só coisas boas, mas felizmente são em muito pouca quantidade relativamente ao resto. 
Acho que esta ideia é óptima até noutros países e outros serviços e valências. Talvez comece a apontar cenas com os meus doentes na Radiologia. O problema é a questão do anonimato, e de pedir autorizações, o que Adam Kay explica que não pediu, mas como ele não está a exercer agora só fica à espera dos processos, ahahah.
É um relato muito real e cru, mas com imenso humor. E como tem estes ciclos que falei estamos sempre agarrados aos livro, no meu caso sempre à espera daquelas cenas mais caricatas e insólitas. Por um lado a ginecologia simplificou, mas também me foi mostrada uma nova realidade que me faz olhar com outros olhos, sempre enrugados de riso.


Isto Vai Doer é um relato emocionante, cómico, e assustador de quem esteve na linha da frente no Serviço Nacional de Saúde britânico, numa profissão na qual as horas semanais de trabalho podem chegar a noventa e sete, em que diariamente é necessário tomar decisões de vida ou morte e a vida pessoal é relegada para segundo plano, não existindo tempo para os amigos e para relações duradouras.
Esta é a história pessoal de Adam Kay, que utilizou o seu extraordinário sentido de humor para contar a sua experiência enquanto médico interno no Serviço Nacional de Saúde britânico. Em 2010, após seis anos de formação e outros seis como médico, abdicou da profissão por sentir que as condições impostas pelo sistema eram extremas e irracionais, nomeadamente remuneração mal ajustada em relação ao nível de responsabilidade exigido, que tiveram um forte impacto na sua vida profissional e pessoal.

Pilha Cerebral: "Novembro a 3"


A pilha de Novembro foi pequenina, mas de boa qualidade. Até agora só li um, mas espero brevemente pegar pelo menos em mais um.
Este mês foi muito heterogéneo apesar da pouca quantidade: erótico, ficção e realidade eheh.

Resumo do Mês: Fevereiro '19

O mês mais curto do ano conseguiu trazer boas leituras tanto em quantidade como em qualidade, portanto é esperar que o resto do ano continue assim.

Mafi
À morte ninguém escapa - M.J. Arlidge (4/5)
Vox - Christina Dalcher (4/5)
O Playboy - Vi Keeland (4/5)
Um novo amanhã - Dorothy Koomson (4/5)
A banana dele - Penelope Bloom (4/5)
Uma estranha dentro de casa - Shari Lapena (4/5)
Tempo de partir - Jodi Picoult (a ler)

Livros físicos: 4
Ebooks: 3
Livro Mais Doce: Uma estranha dentro de casa
Livro Mais Amargo: Vox (bom mas não tão bom como a publicidade que lhe fizeram)
Livro Mais Longo:  Um novo amanhã
Livro Mais Curto: A banana dele
Livros dos ''Na Fila 2019'': 3 :D
Livros "Na Fila Fevereiro": 2 :(
Autores novos: 2
Autores já lidos: 5

Ne


O Homem do Mês - J. Kenner (4/5)
Não é Bem Meu - Catherine Bybee (3/5)
Isto Vai Doer - Adam Kay (4/5)
O Playboy - Vi Keeland (4/5)
A Banana Dele - Penelope Bloom (4/5)
O Segredo de Violet - Monica Murphy (3/5)

Livros físicos: 5
Ebooks: 1
Livro Mais Doce: O Playboy - Vi Keeland
Livro Mais Amargo: O Segredo de Violet - Monica Murphy (gostei mas não tanto como o princípio prometia)
Livro Mais Longo: O Homem do Mês - J. Kenner (está bem que são 3 em 1)
Livro Mais Curto: A Banana Dele - Penelope Bloom (e soube a pouco)
Livros dos ''Na Fila 2019'': Zero (para variar)
Livros "Na Fila Fevereiro": 2 (até estou espantada comigo mesma)
Autores novos: 2
Autores já lidos: 4

Na Fila: Fevereiro



Janeiro já lá vai e chegamos ao mês mais curto do ano! Vamos ver se a maré das boas leituras continua.

Mafi

Muitas novidades, uma releitura e dois livros da pilha cá de casa. Desejem-me sorte.

Ne

 
Fevereiro vai ser para terminar os que estão a meio para poder pegar naqueles que me piscam o olho todos os dias.

Chegou à Despensa: "Isto Vai Doer" de Adam Kay


Depois de ler tão bem sobre este livro, que o principal é fazer-nos rir, não resisti em adquirir um livro diferente dos demais que cá tenho em casa.
Já o comecei a ler... e já me comecei a rir!

Doce do Momento: "Isto Vai Doer" de Adam Kay


Primeira leitura do ano. Vamos lá começar.

Isto Vai Doer é um relato emocionante, cómico, e assustador de quem esteve na linha da frente no Serviço Nacional de Saúde britânico, numa profissão na qual as horas semanais de trabalho podem chegar a noventa e sete, em que diariamente é necessário tomar decisões de vida ou morte e a vida pessoal é relegada para segundo plano, não existindo tempo para os amigos e para relações duradouras.
Esta é a história pessoal de Adam Kay, que utilizou o seu extraordinário sentido de humor para contar a sua experiência enquanto médico interno no Serviço Nacional de Saúde britânico. Em 2010, após seis anos de formação e outros seis como médico, abdicou da profissão por sentir que as condições impostas pelo sistema eram extremas e irracionais, nomeadamente remuneração mal ajustada em relação ao nível de responsabilidade exigido, que tiveram um forte impacto na sua vida profissional e pessoal.
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